Luque e ele como Jackson Five, um dos personagens do espetáculo (Divulgação e Taciana Valadares/Globo/Divulgação) Rir é o melhor remédio? Não: é prevenção. “Você estando bem, no seu espírito, na alma, as doenças não pegam. É dar aquela passadinha no mecânico antes do problema, sabe? Rir é antes que o remédio”, resume o humorista Marco Luque. É bom aproveitar, porque o ‘mecânico’ em questão estará de volta a Santos, neste sábado (28), com o show É Disso que Eu Tô Falando. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O espetáculo já esteve na Cidade no ano passado. Os quatro personagens interpretados são os mesmos. Mas muita coisa deve ser diferente do que foi apresentado então. “Eu não fico muito tempo com os mesmos textos, é gostoso dar uma evoluída. Tem piada que volta, a gente vai achando o tempo certo. Mas, basicamente, eu tento fazer de temas atuais, dos costumes. Por exemplo, o Chuck Norris morreu, eu trago de volta um texto sobre ele”, explica Marco. Dia a dia O texto ‘vivo’ vai se desenvolvendo a partir das observações de Marco Luque no dia a dia. Aliás, não é só o texto: assim nasceram os quatro personagens que o humorista interpreta no show, Mustafary, Jackson Five, Silas Simplesmente e Mary Help. “Eu reparo nas pessoas. O Jackson Five, por exemplo, foi um cara que namorava a irmã de uma namorada minha da época. Ele falava daquele jeito, bem maloqueirão”. Cada um deles tem uma personalidade, figurino, voz, trejeitos. Por exemplo, Mustafary é meio hippie, meio reggae, cabeça fresca, ‘filósofo’ (muito engraçado) do cotidiano. “Eu gosto de usar o corpo, emprestar minha carcaça aos personagens, para que sejam personagens vivos, com guarda-roupa próprio e uma história”. Marco Luque já criou 16 personagens. Algum preferido? “Gosto muito do Jackson Five e do Mustafary”. Mas reconhece: “É difícil escolher personagem, é como escolher filho”. Ao levá-los para o palco, Marco é uma exceção no atual humor brasileiro, aproximando-se de nomes como Jô Soares e Chico Anysio. “Eles são meus ídolos. Fico honrado de ter essa referência. O Chico Anysio era fantástico. O Jô também, embora não usasse tanto a voz, mas tinha uma pesquisa extensa”. Internet Com grande presença nas redes sociais (só no Instagram são 4,7 milhões de seguidores), Marco Luque considera a internet um laboratório para o humor, mas com ressalvas: ele evita assistir muito a outros humoristas. “Se ficar prestando muita atenção nos outros, acaba pegando referência ou corre risco de copiar”. Porém, não deixa de ter os seus preferidos – e não necessariamente na internet. É fã, por exemplo, de Tom Cavalcante. “É um dos caras que eu tenho vontade de fazer alguma coisa junto”. Marco recorda a participação na releitura da Escolinha do Professor Raimundo. “Foi muito gostoso participar”. Com tudo isso, o que o público santista pode esperar do espetáculo? “Piadas num timing muito rápido, boa sequência, muito riso”. Tudo o que se precisa para prevenir a saúde – com boas risadas. Serviço: Marco Luque, É Disso que Eu Tô Falando. Teatro Municipal Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias, Santos). neste sábado (28), 18 e 21 horas. Ingressos entre R\$ 60,00 e R\$ 130,00, em www.ingressodigital.com. assinantes de A Tribuna têm 30% de desconto.