O Festival Estudantil Mongaguá de Cultura (Femc), considerado o maior do gênero no Estado, deu início à edição de 2025 no último sábado (30), com a abertura oficial da mostra de artes visuais. A partir desta terça-feira (2) começam as apresentações competitivas no Centro Cultural Raul Cortez (Av. São Paulo, 3.465, Vera Cruz), todas inspiradas no tema Metamorfose – entre o casulo e o voar. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nesta primeira semana, a programação é totalmente dedicada aos alunos do Ensino Fundamental I. O secretário de Cultura de Mongaguá, Pedro Saletti, destaca o crescimento do festival. “Pela primeira vez, temos 17 escolas inscritas na modalidade de canto coral, um recorde que nos obrigou a dividir as apresentações em três dias. Cada coral pode ter até 30 alunos, o que mostra a grandiosidade do evento”. Além das performances ao vivo, o público pode visitar a exposição de artes visuais, em cartaz durante todo o mês no salão do Centro Cultural. São trabalhos em diferentes técnicas — desenhos, esculturas, pinturas, colagens, artes digitais e fotografias — todos dialogando com o tema da metamorfose. No total, o Femc 2025 contempla 14 linguagens artísticas: pintura, escultura, colagem, arte digital, composição musical, coral, conto, poesia, crônica, poesia urbana falada, teatro, dança, fotografia e vídeo. Talentos revelados Criado em 2002, o Festival Estudantil Mongaguá de Cultura já revelou nomes que seguiram carreira artística. O multiartista Rafael Cecanho, por exemplo, participou das duas primeiras edições como ator, escritor e diretor de teatro quando estava no Ensino Médio. Hoje, atua como bailarino, produtor, acrobata, diretor e coreógrafo em navios de cruzeiros internacionais. “Minhas primeiras experiências artísticas foram no Femc e no colégio. Participar do festival foi um grande incentivo, porque vi a oportunidade de fazer o que gostava e ser reconhecido por isso”, recorda Cecanho. Outro exemplo é Leonardo Thomaz dos Santos, cantor do Grupo Ksual, bastante conhecido em Mongaguá. Ele venceu a modalidade música/banda nas primeiras edições e lembra o impacto imediato. “Participar e ganhar foi um divisor de águas. Passei a ser popular na escola e também a ganhar notoriedade entre professores e diretores”. Ao longo de 23 anos, o Festival reuniu quase 400 mil pessoas e distribuiu mais de 15 mil prêmios. Inclusão e diversidade Além das competições, o festival também abre espaço para apresentações não competitivas, garantindo a inclusão de diferentes públicos. Participam alunos das creches municipais, da Apae, da Fundação Casa, da Educação de Jovens e Adultos, das Escolas Indígenas, dos PACs, entre outros. Serviço: FeMC, no Centro Cultural Raul Cortez (Avenida São Paulo, 3.465, Vera Cruz, Mongaguá). Até 27 de setembro.