Uma lenda viva da música brasileira, Jorge Ben Jor faz o show Alquimia Popular Brasileira, na Capital (Isa Luz/Globo/Divulgação) Titãs. Caetano e Bethânia. Gilberto Gil. Barão Vermelho e, agora, Jorge Ben Jor. O cantor será mais um a entrar na onda dos megashows em estádios e animará a festa no Nubank Parque, em 17 de outubro. O espetáculo Alquimia Popular Brasileira pretende ser uma celebração dos mais de 60 anos de carreira bem vividos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Samba, soul, groove, futebol, espiritualidade, rua, África, alegria: os elementos que vêm se condensando, revezando, combinando ao longo dessa jornada, para se transformar em uma música única – brasileira, mas universal – na voz e no ritmo (a tal ‘mão direita que vale ouro’, cantada pelo Skank na canção Do Ben, de 1997). “O palco é o lugar onde a música se completa. Quando vejo milhares de pessoas cantando juntas, sinto que as canções ganham uma força renovada, uma dimensão que só o calor do público proporciona. Estar em São Paulo para um show dessa magnitude é um presente. Será uma noite de celebração e de uma conexão profunda, onde o ritmo e a alegria guiam o nosso encontro”, destaca Jorge Ben Jor, com a ‘humildade em gol’ de um grande artilheiro da música. Sucesso atrás de sucesso E o que não falta é música para se cantar junto: Mas que Nada, de 1963, que se tornou um marco mundial, inclusive em remixes nas pistas de dance music; País Tropical, que descreve e decanta esse Brasil tão contraditório; Taj Mahal, que vai buscar em um conto lendário indiano a inspiração; Fio Maravilha, em que exalta o seu Flamengo; Os Alquimistas Estão Chegando, do icônico álbum Tábua de Esmeralda, de 1974, um marco na música brasileira. Tudo isso pedindo passagem com a sua Banda do Zé Pretinho – canção que costuma abrir os shows de Ben Jor, desde os tempos em que era Jorge Ben – a mudança ocorreu em 1989, para não confundir com o norte-americano George Benson. Os ingressos custam entre R\$ 117,50 e R\$ 1.295,00, e começam a ser vendidos quarta-feira, a partir de 10 horas, em www.eventim.com.br. Vida e obra Jorge Duílio Lima Menezes nasceu em 22 de março de 1939, em Madureira, no Rio de Janeiro. A revista Rolling Stone Brasil o ‘condecorou’ duas vezes: em 2008, foi apontado como o quinto maior artista da história da música brasileira; quatro anos depois, em 2012, entrou na lista dos 30 maiores ícones brasileiros do violão e da guitarra. Quem diria, para um garoto que cresceu sonhando em ser jogador de futebol – e chegou a atuar no time infantojuvenil do seu Flamengo do coração. Começou cedo a cantar no coro da igreja e até teve uma passagem pelo seminário São José, no Rio, onde aprendeu latim e canto gregoriano. Mas seguiu mesmo pela música quando ganhou o primeiro violão, aos 18 anos. Logo se encontrou no rock, na Turma do Divino, zona norte do Rio, que também tinha Tim Maia, Roberto e Erasmo Carlos. Seu primeiro disco, Samba Esquema Novo, de 1963, ainda como Jorge Ben, já trazia Mas que Nada. Desde então, foram 28 álbuns de estúdio.