A força dos tambores e a valorização da cultura afro-brasileira estarão no centro das atenções nesta semana em Santos. O Instituto Arte no Dique realiza, nos dias 11 e 12 de junho, mais uma edição do TAMBA – Festival do Tambor Neguinho do Samba, que homenageia o legado do criador do samba-reggae e promove encontros entre artistas, educadores e jovens músicos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A grande atração desta edição será a percussionista, baterista, cantora, compositora e pesquisadora sonora Simone Sou, reconhecida nacional e internacionalmente por seu trabalho voltado à percussão e à pesquisa de ritmos brasileiros e sonoridades de diferentes culturas. A programação começa na quarta-feira (11), às 15 horas, com um workshop gratuito de percussão conduzido pela artista. Já na quinta-feira (12), também às 15 horas, Simone sobe ao palco do Instituto Arte no Dique para uma apresentação aberta ao público. Natural de São Paulo, Simone Sou construiu uma carreira marcada pela experimentação musical e por parcerias com alguns dos principais nomes da música brasileira, como Itamar Assumpção, Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Chico César, Os Mutantes, Badi Assad, Anelis Assumpção e Funk Como Le Gusta. Sua trajetória também inclui projetos internacionais desenvolvidos na Europa, África e Ásia, além da realização de workshops sobre ritmos brasileiros em diversos países. Entre seus trabalhos autorais estão os álbuns SIM ONE SOU, lançado em 2011, e SOS Bras Beat, gravado na Holanda e lançado no Brasil em 2018, reunindo influências da música tradicional brasileira com referências contemporâneas de diferentes partes do mundo. Formação e intercâmbio cultural Para o diretor do Instituto Arte no Dique, Zé Virgílio, o festival reforça a identidade da instituição e amplia as oportunidades de aprendizado para os alunos. “O Arte no Dique nasceu da percussão, do tambor, a partir de uma parceria com o Olodum, que teve grande repercussão. O objetivo do festival é proporcionar aos nossos alunos a convivência com grandes músicos brasileiros e internacionais”, destaca. Com passagem profissional pelo Olodum, Zé Virgílio ressalta que a proposta é aproximar os jovens de artistas consagrados e proporcionar experiências que possam contribuir para a formação musical e pessoal dos participantes. Além das atividades com Simone Sou, a programação do festival contará com ações especiais envolvendo os alunos da instituição, incluindo gravações no Estúdio Moraes Moreira e participação em podcast, ampliando o contato dos jovens com diferentes linguagens artísticas. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.