Tem Charme até no nome. O que começou como uma dança nos anos 80, no Rio de Janeiro, transformou-se em um nicho cultural. E como tal, tem suas regras e códigos – todos inspirados em boa música e na leveza rítmica das pernas. “Em 1980, o DJ Corello criou o termo charme, no Rio de Janeiro (leia mais adiante)”, enfatiza Marcos Aurélio Melo, o DJ Tchaka, um dos precursores do movimento na Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Neste sábado (18), às 21 horas, a festa do charme, com todas as suas vertentes, do freestyle ao fresh house, vai ocorrer no projeto Retrô Baile das Antigas, em homenagem à lendária discoteca Footloose, berço do funk na região, que marcou época entre meados dos anos 80 e os 90, em Guarujá. Será na Amsterdã (Av. Santos Dumont, 1.680, Vicente de Carvalho, Guarujá). Além do Tchaka, animam a pista os DJs Rogerinho, João Bonfin e Santine. Para que todo mundo entre na dança, haverá aulão com Célia Santana e o grupo Amigos dos Passinhos. Origens Aliás, a dança é construída no passinho. Seja em grupo, em trio ou até em dupla. “A cultura do charme é essa dança sincronizada”, resume Tchaka. O termo ‘charm’ (de onde deriva o nome em português) é uma dança influenciada pelo hip hop e também era como se chamavam os passos executados por Michael Jackson. Muito além do termo, não existe Charme sem o baile. Um nasce do outro e é pelo outro perpetuado. Mas é preciso voltar ainda mais no tempo para encontrar as raízes do Charme: nos bailes de soul e funk de inspiração norte-americana dos anos 70, do chamado Movimento Black Rio. No Brasil, por DJs como Big Boy, Ademir Lemos e Dom Filó. “Eu era roqueiro. O primeiro baile que eu fui, no Ginásio do Dale Coutinho (bairro santista na Zona Noroeste), foi em um show do Tony Tornado”, relembra Marcos. Saiu de lá ‘convertido’. Mais informações sobre o projeto, vendas de mesas e camarotes, pelo WhatsApp (13) 99654-5444.