Madame Curie, da Cia Apocalíptica, de São José do Rio Preto, é um dos espetáculos Mostra Estadual (Divulgação) Estão definidos os 21 espetáculos que integram a programação do 68º Festival Santista de Teatro (Festa), o mais longevo do Brasil. Este ano, ele ocorrerá entre 21 e 30 de agosto, em salas de teatro e espaços públicos da Cidade. No cardápio de peças, variedade: tanto para o público adulto, quanto para o juvenil e infantil. Na Mostra Regional, estão escalados os espetáculos Cabaré Sórisal, da Cia Bordallo, Violeta e Eu, da Coisas de Teatro Cia de Arte, Ochi Chyornye: Em Busca de Um Lugar Onde a Guerra é Proibida, da Cia Pistácia, Memórias D’Omar, da Cia Plastikonírica, Blitz: O Império Que Nunca Dorme, da Trupe Olho da Rua, Nada, de O Bando Pero No Mucho, Guerrilha!, da Guerrilha Cultural Revolucionária e Vozes Veladas, do Coletivo (A)Gente. Todos os trabalhos nessa mostra são de grupos de Santos, demonstrando a força do teatro local. “Esse cenário surge a partir do diálogo entre gestão e trabalhadores da cultura, principalmente através do Concult (Conselho de Cultura de Santos), criando possibilidades dos coletivos e artistas seguirem com seus trabalhos e novos grupos surgirem”, comenta Raquel Rollo, uma das organizadoras do Festival. Mostra Estadual Nesta, os destaques são Plástico, Um Mito Contemporâneo, do Coletivo Passarinha (Ponto de Cultura Quintal Garatuja, de Campinas), e Madame Curie, da Cia Apocalíptica, de São José do Rio Preto. Há, ainda, outras oito montagens convidadas: Quando Quebra Queima, da Coletiva Ocupação (São Paulo), História de Lenços e Ventos, do Grupo VentoForte (São Paulo), Florilégio, do Grupo Pombas Urbanas (São Paulo), Tô Fraco, Tô Fraco, da Companhia Azul Celeste (São José do Rio Preto), Estado Revolta, da Cia Contadores de Mentira (Mairiporã), Massapé, da Cia Andaime (Piracicaba) e A Poesia de César Vieira, de Cesinha Pivetta (São Paulo). Mostra Nacional Encerrando, três espetáculos, do Ceará e do Mato Grosso do Sul. São eles: Alquimista Jerônimo, da Trupe Motim e Grupo Juká de Teatro (Quixerê-CE e Arneiroz-CE), e As Miragens do Asfalto e Cortejo Antropofágico, ambos do Teatro Imaginário Maracangalha (Campo Grande-MS). História O Festival Santista de Teatro é uma realização do Movimento Teatral da Baixada Santista. Criado em 1958 por Patrícia Galvão, a Pagu, e Geraldo Ferraz, nasceu na redação de A Tribuna. É o mais antigo festival do tipo em atividade no País, tendo sido condecorado com a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, e coroado como Patrimônio Cultural Imaterial de Santos. Além de apresentar anualmente um recorte contemporâneo da produção de artes cênicas da região e do País, o festival também se posiciona historicamente ao propor o debate e a reflexão sobre as artes e as políticas culturais. No Festa, despontaram dramaturgos como Plínio Marcos e Carlos Alberto Soffredini, e já passaram atores como Cleyde Yáconis, Ney Latorraca, Sérgio Mamberti, Bete Mendes, Jandira Martini, Nuno Leal Maia e Alexandre Borges, entre outros.