O “menino das bicicletas” correu muito para ganhar o mundo. E hoje, sua trajetória é contada na exposição Armenio Mendes - Sonhos que Transformam Paisagens, que acontece na Pinacoteca Benedicto Calixto e cuja abertura oficial foi nesta quarta-feira (26), em evento que contou com familiares, amigos e autoridades. Nesta quinta-feira (27), ela será aberta ao público. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Por meio de sete atos (Jovem Armenio e a Inspiração; O Outro Lado do Mar e as Construções; O Sonho para o Coletivo; Uma Nova Era, Shoppings e Malls, a Rotina da População; Legado para a Cidade e para o Planeta; Projeto Cuidar e Pessoas e Futuro), a trajetória do homem de Chão de Couce, em Portugal, e que morreu em 2017, aos 73 anos, visita desde os tempos de jovem empreendedor, que chegou ao Brasil aos 18 anos e que não tardou a enxergar oportunidade: uma oficina e um estacionamento de bicicletas 24 horas. A bicicleta está presente na exposição, assim, como na fachada do Casarão Branco, em frente ao mar. Dali em diante, a caminhada foi construída com o arrojo e a intuição de um visionário. “Meu pai veio para o Brasil com um sonho de crescer, de construir alguma coisa que ele não encontrava em Portugal, lá na aldeia, E teve a felicidade de ser abraçado por essa Cidade. Ele se entregou tanto para ela como para o trabalho de forma inteira”, afirma o presidente do Grupo Mendes e um dos filhos de Armenio, Paulo Mendes. Diretor da Construtora Miramar, Alex Mendes ressalta a importância da história do pai ser contada em um espaço icônico da Cidade, como a Pinacoteca. “Recebemos esse convite da Pinacoteca por meio do presidente Roberto Santini, e a gente ficou muito feliz em juntar essas duas histórias. Fizemos várias reuniões, pegamos materiais, homenagens e inaugurações ao longo dos anos e colhemos histórias com a família, fora o livro que conta a história de 50 anos do Grupo Mendes. Fizemos um mix e saiu essa exposição maravilhosa”. Carina Mendes também se emocionou ao rever o legado do pai. “Depois de nove anos do seu falecimento, a memória dele continua forte. Uma lembrança que está espalhada não só por Santos, mas por outras cidades da Baixada”. Maquetes mostram alguns dos empreendimentos que marcaram a trajetória do construtor na Cidade (Alexsander Ferraz/AT) Espaço Roberto Clemente Santini lembra que, a princípio, a exposição ocuparia só um espaço da Pinacoteca, mas a mostra acabou crescendo e ocupando várias salas do Casarão Branco. “Recebemos tantos artistas de São Paulo e de várias partes do Brasil e agora temos a exposição de uma pessoa que viveu nossa região. A história do Armenio e da Cidade se confundem e se integram. Estamos muito felizes”. Já o prefeito Rogério Santos (Republicanos) lembra que a forte presença de Armenio Mendes e seus empreendimentos é o símbolo da junção do Poder Público e iniciativa privada. “Ele tinha essa visão: todos os projetos eram dentro do planejamento urbano. Não eram apenas prédios ou estruturas, mas ligados ao desenvolvimento da Cidade”. A escolha Antonio Carlos Cavalcante Filho, um dos curadores da exposição ao lado de Carlos Zibel, conta que as imagens que compõem a mostra partem de um acervo de 3 mil imagens, entre fotos e vídeos. “A gente conseguiu destacar praticamente todas as grandes conquistas, e contamos com o apoio do próprio Grupo Mendes para esse projeto. O resultado é essa exposição fabulosa”. Conexão Há espaços com vídeos, fotos e um painel que exibe a modernidade que marcou a trajetória do empresário. A proposta é estabelecer conexões entre a experiência individual e a história de Santos. A exposição Armenio Mendes - Sonhos que Transformam Paisagens poderá ser vista até o dia 20 de setembro na Pinacoteca Benedicto Calixto (Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, no Boqueirão, em Santos). O local funciona de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas. A entrada é gratuita.