Cazuza Exagerado está distribuída em 11 salas temáticas, com itens pessoais do cantor e da família (Divulgação) Exagerado, sem cortes, sem filtros. Trinta e seis anos após a morte de Cazuza, as facetas do cantor e compositor já podem ser vislumbradas em detalhes, na mostra Cazuza Exagerado, em cartaz no Shopping Eldorado, na Capital. São mais de 700 itens pessoais, entre fotos, manuscritos, roupas, documentos e objetos, em 1,8 mil metros quadrados. Entre os objetos expostos estão a camisola de batismo feita por Lucinha Araújo. Aliás, boa parte do acervo exposto veio da mãe do cantor, como o primeiro brinquedo, a escova de cabelo e bilhetes carinhosos. Há, ainda, manuscritos de letras famosas, como o original de Exagerado, com rasuras e versos extras. A escrivaninha do quarto está lá; assim como as máquinas de escrever (eram tempos pré computador); além de um mural de fotos feito pelo próprio artista. Há uma parte dedicada à relação de Cazuza com a cidade de São Paulo, resumida em dois episódios: o primeiro show da turnê Ideologia, no Aeroanta, em 1988; e a apresentação do Barão Vermelho no Radar Tantã, em 1984, durante a turnê de Maior Abandonado – publicada nos jornais, cuja página Cazuza pediu à mãe que enquadrasse. Há, ainda, o depoimento de 80 amigos e artistas que conviveram com o cantor. Imersão A exposição tem onze salas temáticas, onde não se poupou tecnologia para recriar o universo de Cazuza: em uma delas, é recriado o palco e o camarim do artista no Canecão, onde ele fez sua última temporada, em 1988, já debilitado pelo HIV. Aqui, a surpresa: um holograma traz Cazuza de novo para perto do público, cantando. Serviço: Cazuza Exagerado. Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3.970, Pinheiros, São Paulo). De segunda a sábado, das 10h às 21h15, a R\$ 32,00; domingos e feriados, das 14h às 19h15, a R\$ 40,00; vendas: pela internet.