Pinguim e Bruno não saem do palco: tocam duas baterias, na turnê de 30 anos do Charlie Brown Jr. (Divulgação) Ritmo não cai do céu, se constrói. Por isso, Pinguim Ruas e Bruno Graveto vão mostrar neste sábado (1), às 18h30, a desconstrução do ritmo que os acompanha há anos: o da banda Charlie Brown Jr. A apresentação, chamada WorkShow Bateras CBJR integra o Festival Porto Cidade, na Casa Leone (Rua São Bento, 39, Valongo). Tudo começou na turnê para celebrar os 30 anos do Charlie Brown Jr., iniciada em 2022. Ambos foram bateristas da banda: Pinguim, entre 2005 e 2008; e Graveto, de 2008 a 2010. Natural que integrassem o projeto. Mas o fizeram de maneira inusitada. “Fazemos canções que eu gravei, que o Bruno gravou, e que o Renato (Pelado, primeiro baterista da banda) gravou. Pensamos: ‘não tem cabimento eu tocar a minha parte, o Bruno a dele e o outro sair de cena’. Então ficamos os dois, tocando em todas as músicas”, explica Pinguim. O formato, com dois bateristas atuando juntos, chamou a atenção e despertou a curiosidade do público. A dupla resolveu, então, explicar o passo a passo dessa construção, em um show próprio. Sem ‘clique’ Da ideia à realização, Pinguim recorda que o entrosamento de ambos se deu bem rápido – e sem ‘clique’ (termo popular para metrônomo, aparelho para marcar o tempo da música). Na terceira canção do ensaio geral, já estavam entrosados. “O Marcão (Britto) e o Thiago (Castanho, ambos guitarristas) disseram: ‘que loucura, parece que vocês estão juntos há um tempão’”. No entanto, essa ‘loucura’ tem regras. Pinguim explica que um deles lidera a levada de cada canção, a começar pela contagem para iniciar a música, quanto a virada, para encerrá-la. No meio disso, o outro apoia, reforça e constroi na batida base. Tudo isso será mostrado e explicado em detalhes a quem comparecer ao workshow. “Há uma coisa do olhar, do momento como cada um toca”, reforça Pinguim. “Ele me complementa e eu, a ele, e as duas ficam como se fossem uma só bateria”. Ana Cañas Após o workshow, haverá a apresentação de Ana Cañas. “Escolhi cantar músicas que cresci ouvindo e adoro junto com algumas autorais como Cazuza, Rita Lee, além, claro, de Belchior, que fará sempre parte da minha vida. Tem sido uma alegria cantar essas canções”, diz. O show da cantora e compositora será às 20 horas. Entrada franca.