Candidatos a Prefeitura de Santos (Alexsander Ferraz/AT (3 primeiras) e Vanessa Rodrigues/AT (foto 4)) Os quatro que concorrem à Prefeitura de Santos responderam à seguinte pergunta: "Como vejo a cultura e o que pretendo realizar na área, caso seja eleito (a)?". Veja, abaixo, as respostas: Nando Pinheiro(Avante) Apoio a artistas locais: criarei editais e incentivos para artistas locais e grupos culturais, oferecendo financiamento, apoio logístico e visibilidade para projetos inovadores. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Revitalização de espaços culturais: implementarei um programa de revitalização para restaurar e modernizar teatros, museus e centros culturais, garantindo que estejam adequados para eventos culturais e exposições. Festivais de arte e cultura: promoverei festivais de arte e cultura, incluindo música, dança, teatro, artes visuais e literatura, atraindo a comunidade local e visitantes. Programas de inclusão cultural: desenvolverei programas que levem atividades culturais, como workshops e exposições, para as periferias e escolas, democratizando o acesso à cultura e incentivando a participação de diferentes grupos sociais. Bibliotecas comunitárias: ampliar o acesso à leitura com a construção de novas bibliotecas comunitárias será uma prioridade. Parcerias com instituições culturais: buscarei parcerias com museus, universidades e outras entidades para realizar eventos conjuntos, intercâmbios culturais e projetos colaborativos, proporcionando novas oportunidades para a cultura local. Oficinas e cursos gratuitos: criarei um programa de oficinas e cursos gratuitos em artes plásticas, música, teatro e dança, ministrados por profissionais qualificados, acessíveis a todas as idades e níveis de experiência. Cinema e audiovisual: apoiarei projetos de cinema através de financiamento e espaço para exibições, promovendo a cultura e as histórias de Santos. Preservação do Patrimônio Histórico: implementarei projetos de preservação para proteger e restaurar nosso patrimônio, com estudos de conservação e campanhas de conscientização. Cultura digital: incentivarei a criação de plataformas digitais culturais e apoiarei a produção de conteúdos que promovam a arte e a cultura local, permitindo que a cultura de Santos alcance um público mais amplo. Rosana Valle (PL) Investiremos no incentivo às práticas culturais, fortalecendo o Fundo Municipal de Cultura com editais que ampliarão as oportunidades para mais artistas e projetos, especialmente para quem está começando. Nosso foco será no pequeno e no médio artista, digitalizando o acesso aos incentivos e tornando o processo mais democrático e transparente. Vamos, ainda, descentralizar as atividades culturais, com polos espalhados pela Cidade, promovendo ações de cultura nos bairros, como o Festival da Família Santista, que levará, semanalmente, a diferentes regiões, feiras de artesanato, brinquedos e apresentações artísticas. Criaremos a Orquestra Municipal Jovem, em parceria com a iniciativa privada e leis de incentivo, profissionalizando jovens de comunidades carentes com apresentações trimestrais. Vamos, também, qualificar e expandir as oficinas culturais, por meio de parcerias com comunidades e entidades civis, garantindo, assim, o acesso à arte para todos. Os espaços culturais de Santos receberão a atenção necessária, incluindo manutenção eficiente, evitando, assim, reformas desnecessárias. Vamos transformar as bibliotecas, incentivando a leitura em toda a Cidade e valorizando a tradição literária local. Firmaremos parcerias com o setor privado para abrir novos equipamentos culturais em prédios públicos ociosos, especialmente no Centro. Organizaremos, ainda, o sistema de museus, centralizando e valorizando esses espaços com políticas públicas eficazes, assim como a Economia Criativa, que será fortalecida pela Cultura. Criaremos, também, a Cidade do Samba de Santos, com uma estrutura de fomento ao Carnaval, capacitação e apoio às escolas de samba. O Sambódromo será transformado em espaço para treinamento, ensaios e produção artística. Teremos um calendário anual com eventos marcantes, que proporcionem a integração das famílias e a socialização da comunidade. Como prefeita, vou trabalhar para que cultura da Cidade seja forte para a população e para a classe artística que tanto nos orgulha e potencializa o crescimento do Município. Esse é o nosso compromisso. Rogério Santos (Republicanos) Santos sempre esteve na vanguarda cultural do País. A minha proposta é fortalecer ainda mais essa vocação com a continuidade das ações que já implantamos e novos projetos estratégicos. Por exemplo, recentemente inauguramos a Casa das Culturas de Santos, na Vila Nova, garantindo espaço qualificado para as diversas manifestações artísticas. Desde 2015, Santos integra a rede de Cidades Criativas da Unesco, como Cidade de Cinema. Recebemos o primeiro evento criativo da Unesco realizado na América Latina, em 2022, reunindo representantes de 90 países. A criação da Lei Toninho Dantas, para produção de curtas-metragens, é mais um avanço das políticas para produção local de cinema. Atualmente, Santos é cenário para gravações de tevê e cinema, e realiza e sedia eventos culturais como o Curta Santos, Festival Geek, Arte Preta, Tarrafa Literária, Festival Mirada, Festival do Café e Festival Santista de Teatro Amador, além do Carnabonde e do Carnacentro. Como propostas, vou implantar a Escola Pública de Cinema na Vila Nova; a Escola de Música Gilberto Mendes, no Teatro Coliseu, destinada a descobrir novos talentos para a futura Orquestra Jovem de Santos; vou ampliar o Sambódromo, o Complexo Cultural da Zona Noroeste, reafirmando a importância da tradição do Carnaval e dos desfiles das escolas de samba na cultura do santista. Farei a Escola de Dança na Zona Noroeste, Morros e Área Continental, assim como o Núcleo da Cultura da Longevidade e o Polo Cultural Tecnológico Santos Experience, na Casa da Frontaria Azulejada. Criarei o núcleo de capacitação de profissionais da cultura para editais e criar os Pontos de Cultura nos bairros, em parceria com as sociedades de melhoramentos e associações. Além disso, vou instituir a Lei de Fomento ao Desenvolvimento das Artes Urbanas na Cidade, transformando corredores urbanos em galerias de arte. Darei, ainda, início à Lei Municipal de Cultura Viva, para o fortalecimento da rede de coletivos, centros culturais e profissionais da cultura. Telma de Souza (PT) Eu costumo dizer que só a cultura é revolucionária. Porque ela é libertária, emancipadora e contribui fortemente para a formação de cidadãos críticos, capazes de transformar, para melhor, a si mesmos e à sociedade. Santos sempre foi e é uma cidade pulsante em cultura e para que ela chegue a todos os santistas, seja democrática, precisamos de mais investimentos nos equipamentos culturais descentralizados, por toda a Cidade. Mesmo os poucos existentes em áreas periféricas, como o CEU das Artes da Zona Noroeste, correram o risco recente de fechar. Para mantê-lo, foi preciso uma grande mobilização na Câmara. Outro fator preponderante é a falta de respaldo econômico para a cultura. O orçamento da Pasta para 2024, por exemplo, é de R\$ 26 milhões, ante uma previsão total de R\$ 4,8 bilhões. Com recursos restritos, os ‘fazedores’ de cultura passam a depender cada vez mais do governante de plantão, porque necessitam do pagamento de emendas indicadas por parlamentares. Os editais de fomento, outra modalidade de financiamento, acabam concentrados em grandes eventos e poucos artistas. Isso se deve à burocracia e à expertise exigida dos artistas, que pretendemos reduzir por meio de assessoria. Por outro lado, necessitamos dar mais visibilidade a esses projetos selecionados, com a chegada deles a todos os pontos da Cidade. Entre as nossas propostas para uma cultura realmente democrática está a transferência da Hospedaria dos Imigrantes ao Município para implantar ali um centro de produção e apresentação de artistas locais independentes. E ainda: rever as regras dos editais de fomento cultural, com aumento dos valores da premiação e revisão das contrapartidas sociais, estimular a discussão do futuro do Carnaval em Santos, dialogando com as escolas de samba quanto ao local dos desfiles e das áreas de preparação do mesmo, implantar centros direcionados à memória e às culturas dos povos originários e outras, tradicionais e populares, além de fomentar um amplo programa de arte periférica, urbana e negra, com espaços para expressões de rap, slam, trap, batalha de rimas, grafite, dança de rua e funk.