Pressões a partir de 120/70 mmHg já são vistas como sinal de alerta (Nirley Sena / AT) A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, ocorre em decorrência dos níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias. Quando não controlada, pode desencadear uma série de complicações graves, entre elas o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A pressão arterial é considerada alta quando os níveis da pressão sistólica e diastólica atingem ou ultrapassam 140 por 90 mmHg (14 por 9). Segundo o Ministério da Saúde, essa condição obriga o coração a trabalhar com mais intensidade para garantir que o sangue circule adequadamente pelo organismo. Além da predisposição genética, diversos fatores podem contribuir para o surgimento da hipertensão, como tabagismo, ingestão de álcool, excesso de peso, estresse e alto consumo de sal. A ausência de atividade física regular e o aumento do colesterol também estão entre os fatores que elevam o risco. Medir a pressão arterial com frequência é a maneira mais eficaz de identificar a hipertensão. Embora não exista cura em parte considerável dos casos, a condição pode ser controlada com acompanhamento médico e tratamento adequado. Ao perceber os primeiros sinais, é fundamental buscar orientação profissional para definir a estratégia mais indicada para cada caso. AVC O AVC pode se apresentar em duas formas. A mais frequente é o AVC isquêmico, responsável por cerca de 85% dos registros de acidente vascular cerebral. Ele ocorre quando uma artéria é bloqueada, interrompendo a chegada de oxigênio ao cérebro — situação que pode ser provocada por trombose ou embolia. O AVC hemorrágico acontece quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe, levando a sangramento dentro do tecido cerebral ou na área entre o cérebro e as meninges. Embora represente cerca de 15% dos casos, esse tipo costuma ter maior letalidade. Entre os sinais de alerta estão dificuldade de compreensão ou de fala, alterações na visão, dor de cabeça intensa e repentina, tontura, perda de equilíbrio, além de fraqueza ou dormência em um lado do corpo. O diagnóstico é confirmado por meio de exames de imagem, e a busca imediata por atendimento médico ao surgirem os sintomas é decisiva. No entanto, a adoção de hábitos saudáveis no dia a dia é uma das principais formas de reduzir o risco de AVC. AVC e a pressão arterial A adoção de hábitos saudáveis na rotina é fundamental para reduzir as chances de um AVC. Entre as medidas mais importantes está o controle da pressão arterial, já que a hipertensão figura entre os principais fatores de risco. Manter os níveis dentro do recomendado e seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico, quando necessário, é essencial para a prevenção.