Gincana também representa um intercâmbio cultural japonês e brasileiro, unindo povos e tradições (Alexsander Ferraz/ AT) No ano em que o Tratado de Amizade entre Brasil e Japão completa 130 anos, o Undokai — uma gincana da comunidade japonesa e realizada nesta quinta-feira (1º) — reforçou os laços entre essas nações. As ligações ganharam força em Santos, quando o navio Kasato Maru desembarcou no Porto com os primeiros imigrantes japoneses no País, em 1908. Neste ano, a celebração, organizada pela Associação Japonesa de Santos (AJS), foi no Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista, com cerca de 2 mil visitantes. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! No Undokai, foi possível apreciar pratos da culinária oriental, como o guioza, um tipo de pastel recheado típico da culinária chinesa, mas que se difundiu pela Ásia. E frequentadores de todas as idades puderam se inscrever nas gincanas, com provas como corrida em sacos e cabo de guerra. Também houve apresentações de taiko, tambor típico japonês, de danças e artes marciais, como caratê e o kendô — luta com espadas baseada em técnicas de samurais. Foi a 72a edição do festival. Para a vice-presidente da AJS, Marise Hashimoto, o Undokai é um reencontro com a infância e com a tradição. Ela destacou que o evento é mantido por voluntários e proporciona um encontro de gerações. Entre os veteranos, o voluntário Kozo Shinzato, de 71 anos, participa do Undokai há 30. Para ele, é “um dia de entretenimento, lazer e reunião familiar. A gente encontra todas as pessoas conhecidas”. Alberto Yonamine, de 89 anos, contou que foi maratonista e ávido participante de undokais. Em um deles, quando jovem, caiu e trincou um osso da face. “É uma grande reunião, uma confraternização valiosa.” Para a aposentada Elizabeth Miyasiro, de 77 anos, o Undokai é uma celebração que mantém vivas as tradições japonesas e integra brasileiros. “Tem muitos agregados, que são casados com japoneses, e são todos parte da nossa família. Por isso, é uma festa muito importante, não só para nós japoneses, como para toda a sociedade, porque vêm muitas pessoas que não conhecem o pessoal da colônia interessadas em conhecer a cultura”, disse. O resultado desse intercâmbio é representado pela professora de japonês Júlia Cordeiro Ramos, de 24 anos, que leciona na AJS. Ela não tem ascendência japonesa e declarou ter se interessado pela cultura e pelo idioma por meio de animes — desenhos animados japoneses — e da música. Desde 2014, integra a associação, tendo participado do Undokai tanto como visitante quanto como voluntária. No ano em que o Tratado de Amizade entre Brasil e Japão completa 130 anos, o Undokai — uma gincana da comunidade japonesa e realizada nesta quinta-feira (1º) — reforçou os laços entre essas nações. As ligações ganharam força em Santos, quando o navio Kasato Maru desembarcou no Porto com os primeiros imigrantes japoneses no País, em 1908. Neste ano, a celebração, organizada pela Associação Japonesa de Santos (AJS), foi no Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista, com cerca de 2 mil visitantes. No Undokai, foi possível apreciar pratos da culinária oriental, como o guioza, um tipo de pastel recheado típico da culinária chinesa, mas que se difundiu pela Ásia. E frequentadores de todas as idades puderam se inscrever nas gincanas, com provas como corrida em sacos e cabo de guerra. Também houve apresentações de taiko, tambor típico japonês, de danças e artes marciais, como caratê e o kendô — luta com espadas baseada em técnicas de samurais. Foi a 72a edição do festival. Para a vice-presidente da AJS, Marise Hashimoto, o Undokai é um reencontro com a infância e com a tradição. Ela destacou que o evento é mantido por voluntários e proporciona um encontro de gerações. Entre os veteranos, o voluntário Kozo Shinzato, de 71 anos, participa do Undokai há 30. Para ele, é “um dia de entretenimento, lazer e reunião familiar. A gente encontra todas as pessoas conhecidas”. Alberto Yonamine, de 89 anos, contou que foi maratonista e ávido participante de undokais. Em um deles, quando jovem, caiu e trincou um osso da face. “É uma grande reunião, uma confraternização valiosa.” Para a aposentada Elizabeth Miyasiro, de 77 anos, o Undokai é uma celebração que mantém vivas as tradições japonesas e integra brasileiros. “Tem muitos agregados, que são casados com japoneses, e são todos parte da nossa família. Por isso, é uma festa muito importante, não só para nós japoneses, como para toda a sociedade, porque vêm muitas pessoas que não conhecem o pessoal da colônia interessadas em conhecer a cultura”, disse. O resultado desse intercâmbio é representado pela professora de japonês Júlia Cordeiro Ramos, de 24 anos, que leciona na AJS. Ela não tem ascendência japonesa e declarou ter se interessado pela cultura e pelo idioma por meio de animes — desenhos animados japoneses — e da música. Desde 2014, integra a associação, tendo participado do Undokai tanto como visitante quanto como voluntária.