Acolhimento, cuidado, amor do sangue – e além dele. Essa é a receita de Sou Tereza - Homenagem a uma Matriarca, curta-metragem que estreia nesta quarta-feira (11), às 19 horas, no Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss, Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). A entrada é franca. Dirigido pelo artista e educador Felipe Limma, com codireção da fotógrafa e cineasta Bete Nagô, o filme é um documentário sobre a vida da avó do diretor. “A direção desse curta se dá muito a partir da generosidade da equipe, que se encantou e se contaminou por essa admiração por essa mulher que é a minha base. Envolveu muita delicadeza, confiança e estar bem acompanhado”, diz Felipe, para quem o projeto ganha um sentido ainda mais especial. Memória e sentimento A história de Tereza, que recebe quem quer chegue em sua casa com um bolinho no forno e café passado na hora, é a própria história da força, coragem e resistência de mulheres que se tornam pilares do cuidar. O roteiro parte dessa dinâmica para debater maternidade, a família e a continuidade, refletindo sobre funções atribuídas às mulheres, como zelar, formar e proteger. À luz disso, está Tereza. Fã de Roberto Carlos e dos Beatles, aos 70 anos, se sente à vontade para falar de si, dos seus sentimentos e memórias. E ela o faz enquanto prepara uma feijoada na companhia do neto, para celebrar em sua casa o Dia das Mães de 2025 – essa é uma das passagens do curta. “Sou Tereza carrega muitas histórias dentro de uma só. É sobre honrar essa trajetória e permitir que ela seja contada a partir do afeto, do respeito e da própria voz. Contar essa história é um ato de responsabilidade e afirmação de vida, e também homenagear tantas outras Terezas”, explica Bete Nagô.