Parte do prêmio do Concurso Jovens Pianistas, da Pinacoteca Benedicto Calixto, é tocar com a orquestra (Sílvio Luiz/ AT) O Teatro Municipal Braz Cubas foi palco, nesta quinta-feira (25), de uma noite marcada pelo classicismo vienense e pela intensidade do romantismo alemão, em mais um concerto da Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (OSMS), desta vez com a participação especial do jovem e promissor pianista Gabriel Nunes, de apenas 13 anos. A apresentação atravessou séculos e estilos e foi regida pelos maestros Luís Gustavo Petri e José Consani, levando o público, que lotou o teatro, a passear pelas composições do austríaco Joseph Haydn e do alemão Johannes Brahms. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na abertura, Nunes foi ovacionado. Em seguida, emocionou a plateia ao interpretar, com maturidade, o Concerto para Piano nº 11 em Ré Maior, de Joseph Haydn. A escolha da peça partiu do próprio solista. O jovem, vencedor do 1º Concurso Jovens Pianistas, promovido ano passado pela Pinacoteca Benedicto Calixto, com patrocínio do Instituto de Olhos Eduardo Paulino, se apresentou pela primeira vez com a OSMS. “Estou muito entusiasmado, porque também é a minha primeira vez com a Orquestra Sinfônica. O público pôde acompanhar um concerto de Haydn em Ré Maior, uma peça muito interessante, que marca a transição entre o barroco e o clássico. Minha expectativa era ótima, porque me preparei bastante”, disse Nunes. O maestro Luís Gustavo Petri ressaltou a importância de valorizar novos talentos como Nunes. “É uma peça de dificuldade considerável, ainda mais levando em conta a idade do nosso solista. Apresentar-se com jovens músicos sempre traz uma energia renovadora. No nosso 30º aniversário, recebemos um garoto de 13 anos. Estar ao lado de talentos desse nível renova nossa esperança de que esse trabalho seja duradouro”. Já o presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, Roberto Clemente Santini, destacou a relevância da Orquestra Sinfônica Municipal de Santos. “É uma referência, e o maestro Gustavo Petri, que está à sua frente há muitos anos, vem consolidando cada vez mais o papel da Sinfônica de Santos no Brasil. Abrir espaço e receber um jovem talento que venceu um concurso na Pinacoteca é um momento muito especial. Fecha um ciclo: realizamos o concurso, e agora o Gabriel, um jovem da nossa Cidade, tem a oportunidade de se apresentar com uma grande orquestra sinfônica”. Segunda parte A segunda parte da apresentação foi dedicada à Sinfonia nº 1 em Dó Menor, de Johannes Brahms, conduzida pelo maestro José Consani. De acordo com Petri, o concerto encerrou com uma das obras mais importantes do romantismo. “Brahms era um compositor robusto e prolífico, mas demorou a compor sua primeira sinfonia, porque acreditava ser impossível escrever algo à altura da monumental Nona Sinfonia de Beethoven. Essa espera valeu a pena: sua primeira sinfonia se tornou uma das mais executadas do repertório mundial”.