Exposição utiliza crônicas publicadas em A Tribuna nas décadas de 1930, 1940 e 1950. Escritor faria 135 anos (Alexsander Ferraz/ AT) “Afonso Schmidt tinha uma preocupação social muito grande. São situações que traziam uma leitura política daquilo que acontecia no Brasil naquelas décadas iniciais do século. Em suas crônicas, ele usava da imaginação para contar melhor o real. Impressionante como há 80 anos Schmidt já percebia no Brasil problemas que se repetem até hoje. Retratava conflitos de classe, conflitos sociais. Schmidt é essa voz que ecoa em qualquer lugar”. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Assim descreve o professor, ensaísta, cineasta e mestre em Filosofia Douglas Gadelha sobre o escritor, jornalista e contista cubatense Afonso Schmidt, que este ano completa 135 anos de nascimento. Douglas é o curador da exposição “Afonso Schmidt - 135 anos” que teve noite de inauguração nesta terça-feira (1°) na Sala Santos da Pinacoteca Benedicto Calixto. Crônicas escritas por Schmidt em A Tribuna nas décadas de 1930, 1940 e 1950, além de objetos pessoais e sua velha máquina de escrever estão expostos ao público até dia 14 na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão, em Santos. Outra parte de seus textos também segue exposta no Paço Municipal de Cubatão até sexta-feira. A abertura da exposição contou com a presença de artistas, autoridades e público. “Feliz em poder acolher aqui uma pequena parte de sua obra e saber que esses textos foram publicados em A Tribuna, o que é motivo de muita honra”, disse Roberto Clemente Santini, presidente da Pinacoteca Benedicto Calixto e também da TV Tribuna. Representando o prefeito Cesar Nascimento (PSD), a vice-prefeita e secretária de Habitação, Andrea Castro (PSD), destacou a importância de Schmidt para a trajetória cultural de Cubatão, e também a relevância de seus textos como reflexão sobre problemas sociais que já preocupavam a sociedade naquela época. “São crônicas muito atuais, sobre problemas que ainda hoje vivemos”, disse. Andrea também abordou o momento atual de Cubatão, com destaque nacional para o meio ambiente e a cultura. “Somos reconhecidos dentro e fora do Brasil como cidade símbolo da recuperação ambiental e produtora de muita cultura”. À solenidade de abertura da exposição também estavam presentes os secretários cubatenses de Cultura, Omar Bermedo, e de Comunicação, Cláudio Barazal, a presidente da Associação Amigos da Pinacoteca, Cristina Guedes, além de políticos e artistas de Santos e Cubatão. Também fazem parte da mostra objetos pessoais e máquina de escrever (Alexsander Ferraz/ AT) Quem foi Afonso Schmidt se notabilizou pelo engajamento social e atuação intelectual voltada à defesa das liberdades e dos direitos civis. Figura de forte presença no início do século 20, teve papel relevante no campo político e na produção literária. Cubatão reconhece em Schmidt um dos primeiros nomes a projetar sua identidade cultural nos cenários estadual e nacional. Em sua homenagem, escolas, bibliotecas e outros espaços públicos carregam seu nome, refletindo sua importância simbólica e histórica para a região. Como cronista, Afonso Schmidt escrevia para diversos jornais impressos, entre eles A Tribuna, de onde saíram os textos da exposição.