<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-end="530" data-start="212" dir="auto">De frente para o mar, com seus vitrais e a imponên-cia de quem tem uma história secular, o Casarão Branco da Pinacoteca Benedicto Calixto preserva além de obras de arte. Guarda as marcas do tempo, as lembranças das pessoas que viveram ali, os sinais do cuidado de quem lutou para que esse patrimônio não desaparecesse.<br /> <br /> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a><br /> </p> <p data-end="734" data-start="532" dir="auto">Essa trajetória, marcada pelo apogeu, ameaças, restauração e renascimento, ganha novas páginas no livro A História da Pinacoteca Benedicto Calixto, escrito pelo jornalista e pesquisador Sergio Willians.</p> <p data-end="1173" data-start="736" dir="auto">A publicação será lançada nesta quinta-feira (1º), às 18 horas, no próprio Casarão Branco, em noite de autógrafos que também marcará a inclusão no acervo da Fundação Pinacoteca de mais dois quadros de Benedicto Calixto. O livro é resultado de mais de um ano de pesquisa e produção e foi concebido para marcar os 40 anos da Fundação Benedicto Calixto, fundamental para o restauro do histórico imóvel e para preservação da obra de Calixto.</p> <p data-end="1187" data-start="1175" dir="auto"><strong data-end="1187" data-start="1175">O início</strong></p> <p data-end="1452" data-start="1189" dir="auto">Para Sergio, contar essa trajetória exigia voltar ainda mais no tempo, ao início do século 20. “Embora o princípio do livro seja celebrar os 40 anos da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, entendemos que seria impossível contar essa história começando em 1986”.</p> <p data-end="1880" data-start="1454" dir="auto">Por isso, a publicação reúne a história do Casarão e da instituição em duas narrativas que se encontram. Uma delas acompanha a trajetória do imóvel, desde sua construção, passando pelos diferentes períodos de ocupação, decadência, preservação e restauração. A outra apresenta a trajetória da Fundação a partir das diferentes gestões, com exposições, concertos, projetos, acontecimentos e personagens que marcaram cada período.</p> <p data-end="2362" data-start="1882" dir="auto">Um dos destaques da obra são fotografias dos ambientes internos do Casarão na época em que ele era ocupado pela família Pires Gonçalves. As imagens permitem conhecer detalhes da residência nas primeiras décadas do século 20, incluindo salas, quartos, mobiliário e outros espaços. “Essas imagens ajudam a compreender o casarão não apenas como monumento arquitetônico, mas como uma casa que teve vida, moradores, festas, crianças, empregados e uma rotina familiar”, explica o autor.</p> <p data-end="2710" data-start="2364" dir="auto">Sergio conta que o trabalho teve um significado pessoal para ele, por sua amizade com Edith Pires Gonçalves Dias, que viveu no Casarão e participou da defesa de sua preservação. “Poder escrever agora a história daquela casa, conhecendo pessoalmente uma pessoa que guardava tantas lembranças dela, tornou este projeto especialmente significativo”.</p> <p data-end="2722" data-start="2712" dir="auto"><strong data-end="2722" data-start="2712">A obra</strong></p> <p data-end="3122" data-start="2724" dir="auto">Com 220 páginas e mais de 250 imagens, o livro tem formato de 28 por 28 centímetros, capa dura e impressão em papel couché. O próprio autor cuidou da diagramação e do projeto gráfico. A capa é uma aquarela da artista plástica santista Mônica Figo, criada especialmente para a publicação. “Queria que o livro tivesse uma dimensão visual à altura da história que estava sendo contada”, afirma Sergio.</p> <p data-end="3507" data-start="3124" dir="auto">A publicação também reúne registros das atividades realizadas pela Pinacoteca ao longo de quatro décadas. Para o presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, Roberto Clemente Santini, “o livro registra os desafios, as conquistas e realizações marcantes que permitiram chegar aos 40 anos de atividades inspirando, incentivando novos talentos, eternizando legados e avançando”.</p> <p data-end="3753" data-start="3509" dir="auto">Santini destaca ainda o significado pessoal de participar da continuidade dessa história. “Sinto orgulho e gratidão por ter contribuído para a continuidade dessa história que, com certeza, terá novos capítulos escritos pelas próximas gerações”.</p> <p data-end="4089" data-start="3755" dir="auto">A presidente da Associação de Amigos da Pinacoteca Benedicto Calixto, Cristina Guedes, explica que a ideia é que o livro cumpra uma função de preservação e difusão da memória da instituição. “Iremos distribui-lo gratuitamente em bibliotecas, universidades e escolas para que todos possam conhecer a Pinacoteca e sua valiosa história”.</p> <p data-end="4089" data-start="3755" dir="auto"><strong>LINHA DO TEMPO</strong></p> <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-end="10" data-start="0" dir="auto"><strong data-end="8" data-start="0">1900</strong></p> <ul data-end="112" data-start="11"> <li data-end="112" data-section-id="rvorz7" data-start="11">O Casarão Branco é construído pelo industrial alemão Anton Carl Dick, diante da Praia do Boqueirão.</li> </ul> <p data-end="129" data-start="114" dir="auto"><strong data-end="127" data-start="114">1910–1935</strong></p> <ul data-end="288" data-start="130"> <li data-end="165" data-section-id="1oc9rg6" data-start="130">A família Pires ocupa o imóvel.</li> <li data-end="288" data-section-id="1yzzrqs" data-start="166">Entre 1921 e 1923, Francisco da Costa Pires promove uma grande reforma e transforma a residência na elegante Vila Edith.</li> </ul> <p data-end="310" data-start="290" dir="auto"><strong data-end="308" data-start="290">Década de 1960</strong></p> <ul data-end="418" data-start="311"> <li data-end="418" data-section-id="kcsh8n" data-start="311">A Pinacoteca Municipal Benedicto Calixto é criada por lei em 1962, mas o projeto demora a se concretizar.</li> </ul> <p data-end="448" data-start="420" dir="auto"><strong data-end="446" data-start="420">Décadas de 1970 e 1980</strong></p> <ul data-end="618" data-start="449"> <li data-end="545" data-section-id="j3sqfb" data-start="449">O Casarão entra em decadência, sofre ocupações irregulares e perde elementos arquitetônicos.</li> <li data-end="618" data-section-id="1uqw2y9" data-start="546">A situação mobiliza a sociedade santista em defesa de sua preservação.</li> </ul> <p data-end="635" data-start="620" dir="auto"><strong data-end="633" data-start="620">1985–1986</strong></p> <ul data-end="776" data-start="636"> <li data-end="709" data-section-id="6ckejs" data-start="636">Após campanhas pela preservação, o Município assume o imóvel em 1985.</li> <li data-end="776" data-section-id="141zoxx" data-start="710">Um ano depois, é criada a Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto.</li> </ul> <p data-end="793" data-start="778" dir="auto"><strong data-end="791" data-start="778">1987–1991</strong></p> <ul data-end="950" data-start="794"> <li data-end="950" data-section-id="1jxux4d" data-start="794">O Casarão Branco, praticamente em ruínas, passa por amplo processo de restauração, envolvendo arquitetos, engenheiros, técnicos, restauradores e artesãos.</li> </ul> <p data-end="962" data-start="952" dir="auto"><strong data-end="960" data-start="952">1992</strong></p> <ul data-end="1046" data-start="963"> <li data-end="1046" data-section-id="zubc7i" data-start="963">A Pinacoteca abre as portas ao público e é oficialmente inaugurada em 4 de abril.</li> </ul> <p data-end="1063" data-start="1048" dir="auto"><strong data-end="1061" data-start="1048">1992–2022</strong></p> <ul data-end="1214" data-start="1064"> <li data-end="1214" data-section-id="t4xvrv" data-start="1064">A instituição se consolida como espaço de arte e cultura, com exposições, concertos, atividades educativas e projetos dedicados a Benedicto Calixto.</li> </ul> <p data-end="1231" data-start="1216" dir="auto"><strong data-end="1229" data-start="1216">2022–2026</strong></p> <ul data-end="1407" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="1232"> <li data-end="1407" data-is-last-node="" data-section-id="sv6mei" data-start="1232">Sob a presidência de Roberto Clemente Santini, a Pinacoteca amplia sua programação e chega aos 40 anos da Fundação como um dos principais espaços de arte, memória e cultura.</li> </ul>