O autor, o jornalista Sergio Williams, autografa a obra, que conta em paralelo as histórias do Casarão Branco e da Fundação Benedicto Calixto (Alexsander Ferraz/AT) Uma noite de homenagens, lembranças e um legado de 40 anos de existência. Foi nesse clima que o livro sobre as quatro décadas da Pinacoteca Benedicto Calixto, do jornalista e pesquisador da História santista Sergio Williams, foi lançado nesta quinta-feira (1) à noite, em evento no Casarão Branco, no Boqueirão, em Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A publicação apresenta a história do Casarão e da instituição em duas narrativas que se entrelaçam. A primeira resgata a trajetória do imóvel desde sua construção, enquanto a outra mostra a caminhada da Fundação por meio de suas diferentes gestões. Para o presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, Roberto Clemente Santini, a noite foi especial e de reencontro com uma instituição que também teve seu pai, Roberto Mário Santini, como presidente. “Foi mais uma noite feliz, de comemoração na Pinacoteca. E especial também por poder apresentar à população mais dois quadros de Benedicto Calixto (Porto das Naus, em São Vicente, um óleo sobre tela de 81 x 120 cm; e Paisagem com Rio, também um óleo sobre tela de 51 x 100 cm)”, afirma. Em seu discurso, Roberto reforçou o laço com o Casarão Branco. “Essa energia da arte me contagiou, e conseguimos realizar bastante coisa, principalmente pelo pertencimento da Pinacoteca à população”. O livro Sergio Williams fala em privilégio ao escrever sobre um espaço de mais de 100 anos e de uma Fundação com 40 anos, unindo beleza e história de frente para o mar. “Trata-se de um baluarte cultural da Cidade, não um espaço só de artes visuais, mas da música, literatura e de todas as vertentes que a cultura proporciona. Colocar um livro nessa história, nos tempos modernos, é muito importante, porque muita gente não conhece a trajetória de uma instituição ou a identidade da casa em relação à Cidade”. O ‘garimpo’ de imagens, algumas inéditas, foi um combustível extra para o jornalista e pesquisador. “Eu já tinha muitas referências dos meus estudos, mas o rico arquivo da própria instituição, com fotografias que ainda não tinham sido publicadas, é um capítulo à parte”. No lançamento, também foram apresentados dois novos quadros de Calixto, que integrarão o acervo (Alexsander Ferraz/AT) Homenagens A noite reservou ainda algumas homenagens. Uma delas foi para Ecio Lescreck, secretário de Assuntos Jurídicos na gestão do prefeito Oswaldo Justo, à época da retomada do Casarão Branco, em 1985. “A gratidão é a memória do coração. Tenho uma felicidade enorme de estar aqui presente”, agradece ele. As outras foram para Marly Nunes, primeira presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, e Telma de Souza, prefeita de Santos à época da inauguração da Pinacoteca, em 1992, quando foi aberta ao público. Roberto Santini também recebeu um diploma de agradecimento. Emoção A presidente da Associação dos Amigos da Pinacoteca, Cristina Guedes, não escondeu a emoção ao lembrar os quatro anos da atual gestão. “Eu acho que a gente fecha realmente esses quatro anos de administração com chave de ouro. Porque esse Casarão é um tesouro. Esse livro vai ser distribuído gratuitamente para que as pessoas tenham um conhecimento ainda maior da história da Pinacoteca”, descreve. Para ela, a pesquisa detalhista realça a importância da obra. “A Pinacoteca é única por tudo aquilo que se transformou”, complementa. Sustentabilidade Roberto Clemente Santini destacou o Relatório de Sustentabilidade da Pinacoteca Benedicto Calixto, elaborado pela empresa Via Green, referente ao ano de 2025. Entre as medidas ligadas ao conceito de ESG, ele citou a instalação de painéis de energia solar no Casarão, custeada pelo Grupo Mendes, que aguarda homologação.