Dupla, que atuou junto no grupo Fundo de Quintal, teve parceria durante quase uma década, com shows e discos lançados (Reprodução/Instagram) Uma parceria que foi para além da música. Virou cumplicidade de vida, coisa de compadres. O sambista Montgomery Ferreira Nunis , o Sombrinha, nascido em São Vicente, no litoral de São Paulo, usou as redes sociais para lamentar a morte do cantor e compositor Arlindo Cruz, aos 66 anos, na tarde desta sexta-feira (8). “Hoje… o samba entardeceu triste. Perdi meu compadre. Meu parceiro. Meu irmão de tantas histórias, uma amizade de longa data. Foi-se um dos maiores poetas do samba. Um gênio da música brasileira. Um instrumentista único, que transformava notas em emoção”, escreveu Sombrinha em seu Instagram. “(....) que Deus conforte os familiares, os amigos, e todos que tiveram o privilégio de conviver com você. Nós vamos seguir… cantando seus sambas… Eternamente, Arlindão”. Após deixar o grupo Fundo de Quintal no início da década de 1990 — período em que Arlindo Criz também integrou a formação —, o músico Sombrinha realizou alguns shows ao lado do compadre. Segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, Arlindo decidiu formar oficialmente uma dupla com o amigo, lançando em 1996 o primeiro trabalho conjunto, o CD Da Música. Ainda naquele ano, os dois participaram do álbum Viva Noel, de Ivan Lins. Em 1997, veio o segundo disco, O Samba é a Nossa Cara. A turnê de lançamento reuniu público expressivo, incluindo uma apresentação em Brasília que atraiu cerca de 15 mil pessoas. A parceria se manteve por alguns anos e chegou ao fim em 2003. A última apresentação ocorreu na casa de shows Canecão, durante a entrega do “Prêmio Shell de MPB” à Dona Ivone Lara. No mesmo ano, foi lançado o último álbum da dupla, Hoje Tem Samba, com participações de Beth Carvalho, Jamelão, Velha Guarda da Portela e Velha Guarda do Império Serrano. A separação foi anunciada em novembro daquele ano.