Investigações envolvendo influenciadores digitais e apostas ilegais têm gerado debates sobre a responsabilidade de figuras públicas na promoção de produtos e serviços (Reprodução) A prisão de Hytalo Santos gerou ampla repercussão nas redes sociais e na mídia. Seguidores e especialistas em segurança digital expressaram preocupação com o impacto de conteúdos que exploram a imagem de menores para fins de entretenimento ou lucro. Apesar disso, outro assunto que tem rodeado a vida de diferentes influenciadores envolve a divulgação de apostas on-line. Celebridades têm enfrentado investigações e processos judiciais relacionados à promoção de conteúdos e produtos que envolvem bets e jogos de azar. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nos últimos meses, o Brasil tem acompanhado com atenção o desdobramento de investigações que envolvem influenciadores digitais e suas possíveis conexões com esquemas de apostas ilegais. Nomes como Deolane Bezerra, Carlinhos Maia e Virgínia Fonseca têm sido citados em reportagens e depoimentos que levantam questões sobre a responsabilidade de figuras públicas na promoção de jogos de azar. Deolane Bezerra: Da prisão à convocação para a CPI A advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi presa em setembro de 2024 durante a Operação Integration, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco. Ela é acusada de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro por meio de casas de apostas. Após cinco dias detida, obteve habeas corpus e passou a responder em liberdade. Em abril de 2025, foi convocada a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, que investiga irregularidades no setor de apostas online. Durante seu depoimento, Deolane alegou que suas ações estavam dentro da legalidade e que sempre agiu com transparência em seus contratos de publicidade. No entanto, a comissão aprovou a quebra de seu sigilo bancário e fiscal, indicando a continuidade das investigações. Carlinhos Maia: Réu por propaganda enganosa O influenciador digital Carlinhos Maia também está no centro de controvérsias relacionadas a apostas. Ele foi processado por propaganda enganosa após promover uma plataforma de apostas que prometia "limpar o nome" de consumidores endividados. A ação judicial alega que a imagem pública de Carlinhos Maia influenciou diretamente na decisão de uma consumidora, que se sentiu enganada pela promessa. Em resposta, Carlinhos se defendeu, comparando a prática a apostas desportivas e outros jogos de azar, como a Mega-Sena e o jogo do bicho. Virgínia Fonseca: Depoimento na CPI das Bets A influenciadora Virgínia Fonseca foi convocada a depor na CPI das Bets em maio de 2025. Durante seu depoimento, ela negou envolvimento em esquemas fraudulentos e afirmou que não lucra com perdas de seguidores em plataformas de apostas. Virgínia explicou que seus contratos com casas de apostas foram realizados de forma transparente e que desconhecia qualquer irregularidade nas operações dessas plataformas. No entanto, a comissão aprovou a quebra de seu sigilo bancário e fiscal, dando continuidade às investigações. O impacto das investigações As investigações envolvendo influenciadores digitais e apostas ilegais têm gerado debates sobre a responsabilidade de figuras públicas na promoção de produtos e serviços. Especialistas alertam para o potencial impacto negativo dessas práticas na sociedade, especialmente entre jovens e pessoas vulneráveis. A CPI das Bets, instalada no Senado, busca esclarecer o papel dos influenciadores na divulgação de plataformas de apostas e propor medidas para regulamentar o setor.