Uma das principais características da arte de Guto é a presença da cinética, ou seja: obras que incluem o movimento em sua estrutura (Sílvio Luiz/AT) Já está aberta ao público, na Pinacoteca Benedicto Calixto (Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão, Santos) a exposição Ondadada, do artista multimídia, desenhista, cartunista, designer e arquiteto por formação, Guto Lacaz. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A mostra reúne esculturas, objetos cinéticos e tridimensionais, serigrafias, ilustrações, publicações e uma instalação, compondo um panorama das principais investidas criativas de Guto, ao longo dos mais de 50 anos de uma carreira premiada, com exposições pelo Brasil e no mundo. “Fiquei muito feliz (pelo convite da mostra na Pinacoteca). Fazia tempos que eu não saía de São Paulo e vir para Santos é como um back to the future (de volta para o futuro): minha família tinha um apartamento aqui, no José Menino, nos anos 60. É uma cidade que me abrigou e à minha família”, afirma o artista. Mais do que um apanhado de obras, Ondadada propõe uma imersão em uma atitude neodadaísta, que subverte os códigos tradicionais da arte com ironia, surpresa e crítica social. Lacaz desarma os automatismos do sistema artístico para provocar o olhar do público com engenho e poesia. Aliás, o nome da mostra já reflete isso. “Fiquei pensando nas palavras ‘Santos’, depois ‘praia’, ‘mar’... mas nenhuma deu um bom nome. Então apareceu a palavra ‘ondas’, depois ‘ondas da’. Como eu gosto de jogar com palavras e muitos trabalhos meus são da estética dadaísta, achei que fazia sentido Ondadada”. Nome internacional Entre os destaques da exposição, estão a escultura O Fantasma, que atravessa a parede da Pinacoteca logo na entrada; Volare, uma torre helicoidal que voa com a força de um simples ventilador; e a poética e interativa Biciclóptica, que transforma o visitante em parte da obra ao pedalar e ativar uma mandala em movimento. Já o sutil Abajur Branco, feito com objetos do cotidiano, ilumina com simplicidade e leveza a potência do gesto artístico. “É um nome internacionalmente conhecido, um artista de vanguarda, um grande nome da arte contemporânea brasileira”, afirma o cocurador Antônio Carlos Cavalcanti Filho. “Já era desejo nosso trazer esse tipo de exposição, até para ter uma variação: nós temos clássico, foto, muita arte de instalação. O Guto veio para consagrar”. O também curador Carlos Zibel destaca as obras interativas de Guto, como a Biciclótica, para enfatizar esse caráter diverso das mostras que vêm ocorrendo na Pinacoteca. “Ele faz um tipo de arte absolutamente pessoal. Muita coisa, você até vê similar, mas ele consegue dar uma nova interpretação. É uma obra muito original”. A mostra Ondadada, de Guto Lacaz, integra a 3a edição do projeto Arte na Pinacoteca e segue em cartaz até 7 de setembro, de terça-feira a domingo, das 9 às 18 horas. A entrada é franca. Também está aberta à visitação a mostra A Alma pelos Dedos: O Realismo nas Mãos de Sendin. A exposição está em cartaz na Galeria Armando Sendin, com parte do acervo de 127 quadros e 51 esculturas, pratos e vasos, do pintor e artista plástico.“É um motivo de prazer (receber essa nova mostra). Primeiro, porque comemoramos em maio o centenário do artista. Não há prêmio melhor para a Cidade e para a região do que comemorar com uma exposição”, celebra Silvia Teixeira Penteado, presidente do Conselho da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto. “É um privilégio à Pinacoteca, não só ter essas obras, como ter sido alvo da doação do Armando”, afirma o presidente de honra da Pinacoteca Benedicto Calixto, Geraldo Pierotti. As obras foram doadas pelo próprio artista à Cidade, que as confiou à Pinacoteca. O sonho, agora, é construir um museu que abrigue todo o acervo. Armando Sendin Também está aberta à visitação a mostra A Alma pelos Dedos: O Realismo nas Mãos de Sendin. A exposição está em cartaz na Galeria Armando Sendin, com parte do acervo de 127 quadros e 51 esculturas, pratos e vasos, do pintor e artista plástico.“É um motivo de prazer (receber essa nova mostra). Primeiro, porque comemoramos em maio o centenário do artista. Não há prêmio melhor para a Cidade e para a região do que comemorar com uma exposição”, celebra Silvia Teixeira Penteado, presidente do Conselho da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto. “É um privilégio à Pinacoteca, não só ter essas obras, como ter sido alvo da doação do Armando”, afirma o presidente de honra da Pinacoteca Benedicto Calixto, Geraldo Pierotti. As obras foram doadas pelo próprio artista à Cidade, que as confiou à Pinacoteca. O sonho, agora, é construir um museu que abrigue todo o acervo. (Sílvio Luiz/AT)