Manoel Herzog: livro satírico faz uma reflexão política do mundo atual (Vanessa Rodrigues/AT) O escritor santista Manoel Herzog completa a sua volta ao mundo literária – com grandes doses amorosas. Depois dos volumes 1 e 2 do Memorial de Fescênia, O Conto Muçulmano e o Conto Japonês, respectivamente, agora é a vez de fechar a trilogia com O Conto Romano. A obra, publicada pela Editora Patuá, será lançada nesta quinta-feira (13), às 18 horas, na Casa das Culturas de Santos (Rua Sete de Setembro, 49, Vila Nova). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O livro explora a autoficção humorística ao reintroduzir o personagem Manus di Napoli (um alter ego de Herzog), suposto italiano de Nápoles. “É tudo como se fosse na Itália, mas os paralelos ficam muito claros de que é tudo no Brasil. Manus é Manoel, Nápoles é Santos”, afirma Herzog, que acrescenta: “Ele fala da situação política no Brasil, da ascensão do fascismo, da pandemia de covid e da vida amorosa conturbada do personagem”. Fescênia A escolha do lugar para fixar o memorialismo não poderia ser mais simbólico. Fescênia foi uma antiga cidade de origem etrusca, onde hoje é a Itália central. A cidade passou para a História com o estereótipo da licenciosidade e da vida libertina, inspiração das bacanais romanas. Em português, o termo ‘fescenino’ deriva do nome da cidade e se refere a versos, cantos ou expressões de caráter obsceno, licencioso ou malicioso. “É um livro satírico (Memorial de Fescênia), mas que faz uma reflexão política sobre o mundo atual, e também sobre a crise do homem-macho contemporâneo, como ele está obsoleto”, completa Herzog.