<p data-end="314" data-start="36">Ser humano e criatividade: um não existe sem o outro. Alguém que vive diretamente dela, o jornalista e ilustrador Sérgio Ribeiro, o Seri, está na praça com uma campanha de financiamento coletivo para o livro <em data-end="311" data-start="244">Ih, Agora? Criatividade e Bloqueios Criativos Para Leigos Como Eu</em>.</p> <p data-end="616" data-start="316">“Durante a pandemia, comecei a fazer vídeos para ajudar pessoas que estão começando na profissão de ilustrador, designer gráfico, mas sem nenhuma pretensão”, recorda Seri. “Até que um seguidor mandou mensagem: ‘olha, o dia que você falar sobre bloqueio criativo, me avisa, que me interessa muito’”.</p> <p data-end="918" data-start="618">A demanda do seguidor reacendeu uma chama antiga: desde o início da profissão, em 1978, Seri sempre foi atraído pela ideia em si, a criação, muito mais do que o desenho. “As ideias vinham com muita facilidade, mais do que colocar no papel. Só depois fui me aperfeiçoar no desenho para a profissão”.</p> <p data-end="1143" data-start="920">O gérmen do livro cresceu junto com o tempo livre da pandemia. Mas que tipo de livro poderia escrever sobre criatividade? “Um amigo deu a sugestão: contar histórias. Pensei: ‘poxa, sou jornalista, vou fazer entrevistas’”.</p> <p data-end="1593" data-start="1145"><strong data-end="1165" data-start="1145">Razão e desrazão</strong><br data-end="1168" data-start="1165" /> Definido o formato, mãos à obra, com 22 pessoas entrevistadas, divididas em três eixos: o que ele chamou de razão, com gente da ciência – neurocientistas, por exemplo; o outro, o da desrazão, em que entrevistou o arte-educador Renato Di Renzo, sobre o uso das artes como terapia a pessoas em sofrimento mental. “Esse capítulo é especial, pois mostra como ‘os loucos’ nos ensinam a usar a criatividade de uma maneira feliz”.</p> <p data-end="1810" data-start="1595">Renato foi o criador da Rádio TamTam, trabalhando a partir de 1992 com os então internos da Casa de Saúde Anchieta, após a intervenção da Prefeitura de Santos, naquela que ficou conhecida como A Casa dos Horrores.</p> <p data-end="2180" data-start="1812">Após os extremos de razão e desrazão, por fim, Seri entrevistou as ‘pessoas comuns’: por exemplo, músicos, professores, fotógrafos, publicitários. Também teve um olhar para a diversidade, conversando com uma drag queen, uma pessoa trans e uma pessoa negra com deficiência. “Fui conversar com pessoas que usam a criatividade fora das profissões, também no dia a dia”.</p> <p data-end="2438" data-start="2182"><strong data-end="2202" data-start="2182">Ainda é mistério</strong><br data-end="2205" data-start="2202" /> Apesar do mergulho nos meandros da criatividade, o ilustrador Seri é taxativo: é um mistério. E os bloqueios? “Com o tempo, na prática, a gente aprende a lidar. Eu vou dar uma corrida, nadar, ler um livro, para driblar o bloqueio”.</p> <p data-end="2761" data-start="2440">Em outras, a ideia é imediata. Como na recente derrota do Santos para o Vasco da Gama, por 6 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. “Eu estava viajando, estava no hotel vendo o jogo. Mas quando os torcedores do Santos viraram as costas para o campo, a ideia veio na hora: pareciam uma escama de peixe, a ilustração veio daí”.</p> <p data-end="2941" data-start="2763">Uma coisa é certa: para Seri, a criatividade surge do tripé capacidade, domínio da técnica e oportunidade. “Ao descer da árvore, o ser humano sentiu a oportunidade de evoluir”.</p> <p data-end="3248" data-start="2943">O básico da criatividade é a evolução. Seri observa: a criatividade é ativada no neocórtex, a parte mais nova do cérebro, ou seja, foi adquirida no tempo. “Um elefante pode pintar, um macaco pode desenhar, mas eles não vai sair dali. O ser humano evolui. Sem a criatividade, seríamos um bicho qualquer”.</p> <p data-end="3248" data-start="2943"><strong>Para apoiar</strong><br /> O livro <em data-end="75" data-start="8">Ih, Agora? Criatividade e Bloqueios Criativos para Leigos Como Eu</em> também traz ilustrações, cartuns e infográficos do próprio Seri. O financiamento coletivo visa arrecadar fundos para a impressão e distribuição da obra e ocorre na modalidade flex, ou seja, quem apoiar recebe o livro e suas recompensas independentemente de a meta ser ou não atingida ao final da campanha, em 6 de setembro. Quem quiser apoiar, acesse <a href="http://bit.ly/45CtITO">este link</a>.</p>