Remake de Branca de Neve, estrelado por Gal Gadot como a Rainha Má e Rachel Zegler como a princesa, estreou nos cinemas em março deste ano (Reprodução) A atriz israelense Gal Gadot, conhecida por seu papel como Mulher-Maravilha, quebrou o silêncio sobre o fracasso de bilheteira do live-action de Branca de Neve, atribuindo-o à pressão política que forçou celebridades a se posicionarem contra Israel. Em entrevista ao programa israelense The A Talks, Gadot explicou como a polarização em Hollywood afetou a recepção do filme, destacando tensões com sua colega de elenco, Rachel Zegler, e o movimento anti-Israel. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O remake de Branca de Neve, estrelado por Gal Gadot como a Rainha Má e Rachel Zegler como a princesa, estreou nos cinemas em março de 2025 com grandes expectativas, mas rapidamente se tornou um dos maiores fracassos de bilheteira da Disney. Com um orçamento estimado em US\$ 350 milhões, o filme arrecadou pouco mais de US\$ 100 milhões globalmente, comparando-se ao fracasso de Dumbo (2019), que também teve um desempenho abaixo das expectativas. Em sua entrevista, Gal Gadot apontou que a pressão para que celebridades se posicionassem contra Israel, especialmente após os ataques de 7 de outubro, influenciou negativamente a recepção do filme. Ela afirmou que Hollywood impôs uma pressão imensa sobre os artistas para que se pronunciassem contra Israel, o que afetou a imagem do filme. Além disso, as tensões entre Gadot e Zegler, exacerbadas por suas posições políticas opostas — Gadot, ex-militar israelense, e Zegler, defensora dos direitos palestinos — criaram um ambiente desconfortável durante as promoções do filme. No Oscar de 2025, as duas atrizes subiram ao palco juntas, mas mal trocaram olhares, evidenciando o clima frio entre elas. A controvérsia também se estendeu à crítica ao filme original de 1937 por parte de Zegler, que o chamou de "datado" e criticou o Príncipe Encantado por ter "vibes de stalker". Essas declarações geraram boicotes por parte de fãs tradicionais da Disney e alimentaram a rejeição ao remake. Além dos desafios internos, o filme enfrentou críticas externas, como a substituição dos sete anões por criaturas mágicas, o que gerou debates sobre representatividade e autenticidade. Peter Dinklage, ator com nanismo, criticou a decisão, levando a Disney a reimaginar os personagens, o que, por sua vez, gerou mais controvérsias. Apesar do fracasso comercial, Gal Gadot adotou uma postura filosófica, afirmando: "Você ganha algumas, perde outras". Ela também negou rumores de conflitos com Zegler, enfatizando que não houve desentendimentos entre as duas. Por outro lado, Rachel Zegler enfrentou sérios problemas emocionais após o fracasso do filme. Ela revelou que desenvolveu sintomas de depressão e ansiedade, levando-a a buscar ajuda profissional e a voltar a morar com seus pais em Nova Jersey. O fracasso de Branca de Neve levanta questões sobre o impacto da polarização política na indústria do entretenimento e como as opiniões pessoais dos artistas podem influenciar a recepção do público. Enquanto alguns defendem a liberdade de expressão, outros acreditam que a política não deveria interferir na apreciação artística.