Matheus tem 19 anos e começou os estudos em 2019; Com 21 anos, Daniel é o finalista mais experiente; Richard, de 15, é o mais novo dos quatro; Lucas começou a tocar piano aos 7 (Divulgação) Este domingo (3) é o dia de conhecer o grande vencedor da 2ª edição do Concurso Jovens Pianistas, organizado pela Pinacoteca Benedicto Calixto e promovido pelo Instituto de Olhos Eduardo Paulino. Foram mais de dois meses de ansiedade, entre as inscrições até a finalíssima de amanhã, para os 24 selecionados, de várias partes do Estado e até do País (houve um competidor de São Luís, no Maranhão). Os quatro finalistas são Richard Xavier Simões Gonçalves, de 15 anos; Lucas Almeida, 19 anos; Matheus de Campos Floriano, 19 anos; e Daniel Fernandes, de 21 anos. Apesar da pouca idade, como prevê o espírito do concurso, todos já têm um vasto caminho à frente das teclas. Nascido em Santo André, Matheus começou os estudos em 2019 com um professor particular, ainda na cidade natal. Três anos depois, ingressou na Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp). Já participou e teve êxito em alguns concursos nacionais de piano, entre eles, a 8ª edição do Concurso Nacional de Piano Pró Música, em que obteve o primeiro lugar. Juventude e início cedo O mais jovem finalista desta edição, Richard, começou os estudos ainda aos 11 anos, também sob orientação de professores particulares. E assim como Matheus, também ingressou na Emesp, mas no ano passado. Lá, passou a ser orientado pelo professor Luiz Guilherme Pozzi, tendo apresentado uma grande evolução em sua maneira de tocar. Daniel, o que tem mais idade entre os finalistas da segunda edição, também é o que começou mais cedo a tocar: com 5 anos. A primeira professora estava na família, foi sua avó. Já com o professor Helcio Baroni, ficou sete anos, antes de ingressar na Emesp, em 2023. Dá aulas de piano na Capital e atua como pianista correpetidor (que acompanha cantores e instrumentistas em ensaios e preparação de espetáculos). Também já participou de várias competições nacionais e internacionais, vencendo vários, entre eles o Concurso Nacional de Piano Antonio DeLorenzo, em sua 15ª edição. Já Lucas começou a tocar piano aos 7 anos, no Conservatório Musical de Cubatão. Teve orientação dos professores Josvâine Pontes e Paulo Niglia. Como seus colegas de finalíssima, também está na Emesp. E a exemplo de Daniel, também é pianista correpetidor no Coral Canto Mágico. Ele ainda está decidindo em qual área pretende seguir, mas tudo na música: solista, camerista, professor ou pesquisador. Premiação A grande final começa às 17 horas, no salão nobre da Pinacoteca (Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão, Santos). Os quatro concorrem ao prêmio de R\$ 2 mil (1º lugar), que também irá tocar com a Orquestra Sinfônica de Santos (OSS) no ano que vem. O vencedor da primeira edição, Gabriel Nunes, se apresentará com a OSS em 25 de setembro. Já do segundo ao quarto lugar, o prêmio é em dinheiro, respectivamente, de R\$ 1.250,00, R\$ 750,00 e R\$ 500,00. Antes da disputa, o diretor cultural da Pinacoteca, patrocinador do concurso através de seu instituto e pianista Eduardo Paulino irá tocar em homenagem aos finalistas "Alegoria à Música". O tema foi composto pelo próprio Paulino, inspirado em pintura homônima de Benedicto Calixto.