A exposição, em cartaz até 25 de janeiro, é a última do ano, na 3ª edição do projeto Arte na Pinacoteca (Alexsander Ferraz/AT) Estima-se que, globalmente, cerca de 5,3 bilhões de fotos são tiradas todos os dias. Se antes era um registro cercado de cuidado e preparação, hoje há mais agilidade e, em muitos casos, menos poesia e sensibilidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Mostrar que a imagem pode ir além do que a lente capta, ganhando outros contornos artísticos, é um dos objetivos da exposição Klaus Mitteldorf MMXXV - Arte no Campo Expandido da Fotografia, que poderá ser vista pelo público a partir desta quinta-feira (18), na Pinacoteca Benedicto Calixto (Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, no Boqueirão em Santos). A abertura da última exposição do ano do projeto Arte na Pinacoteca teve a presença do presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, Roberto Clemente Santini. A mostra, com 62 fotos, ficará exposta até o dia 25 de janeiro. É a chance dos visitantes do Casarão Branco observarem nuances do trabalho de Klaus Mitteldorf ao longo de 50 anos de carreira e 72 de idade. E de alguém que busca sempre se reinventar. “Durante minha vida, fiz tudo para ir além. Eu acho que a fotografia é mais que um documento, era uma expressão do que eu sou. Conforme fui evoluindo, fui mostrando quem eu sou em cada momento”, explica. Nas imagens, espaço para muitas cores, formas e grafismos. “As formas e as cores sempre tiveram presente no meu trabalho, desde o começo da década de 1980. Sou autodidata e me coloquei no mercado usando esse tipo de linguagem que criei. E eu fui evoluindo nesse processo”, explica. Para Klaus, a fotografia vai além do documento: é expressão do ser (Alexsander Ferraz/AT) Klaus, que se mostrou encantado com os traços do Casarão Branco em frente ao mar, resumiu sua exposição em um desejo singelo. “Minha esperança é mostrar que o mundo é bom. E que acreditar nas suas ideias e fantasias sempre vale a pena, porque inspira os outros. Fazer o mundo melhor e mais feliz é o meu projeto”. Sintonia Para um dos curadores, Antônio Carlos Cavalcanti (o outro é Carlos Zibel), trabalhar com Klaus Mitteldorf foi algo fácil e gratificante. “É prazeroso, mas requer um estudo muito grande, porque é um trabalho maravilhoso, de um artista completo. Ele nos deu um suporte muito grande, trouxe a ideia, nos deu as fotos. Foi fácil, a partir daí, selecionar e criar um conceito”.