O terror está no ar. Ou melhor, nas páginas dos livros; confira as sugestões (FreePik) O terror está no ar. Ou melhor, nas páginas dos livros. Muito antes do Halloween conquistar as cabeças (de abóbora?) mundo afora, a Literatura já abraçava o sobrenatural. Aliás, o sobrenatural exerce fascínio no ser humano desde que o mundo é mundo – ou que o ser humano abriu os olhos e entendeu que havia um mundo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Assim, a tradição ancestral, de origem celta, do All Hallow’s Eve (véspera de Todos os Santos, o Dia das Bruxas) entre os anglo-saxões pode ser um bom pretexto para o leitor dos trópicos mergulhar em clássicos que fazem a gente tremer de medo – mas que ninguém consegue largar antes de chegar ao final. Todos os livros a seguir têm várias edições brasileiras, com níveis de preço e qualidade variáveis. São tantas as opções, que você nem terá fôlego para perguntar: doce ou travessura? Halloween é um bom pretexto: que tal ler clássicos da Literatura de horror? Drácula Clássico absoluto, publicado pelo irlandês Bram Stoker em 1897, é um exemplar da Literatura gótica do século 19. Ao longo do século 20, Drácula migrou ostensivamente para o cinema, tornando-se um dos personagens mais conhecidos, temidos e admirados do mundo. São centenas de produções no cinema explorando a história do corretor de imóveis que viaja aos Cárpatos, na Romênia, para vender uma casa na Inglaterra a um velho representante da nobreza eslava. Ao ver uma foto da noiva do corretor Jonathan Harker, Drácula recorda um amor do passado, aflorando seus desejos sombrios. O Médico e o Monstro Mais um exemplo do terror gótico, com pitadas de ficção científica, do século 19. Novela publicada pelo escocês Robert Louis Stevenson em 1886, narra a história do advogado Gabriel Utterson, que investiga estranhas ocorrências entre seu velho amigo, Dr. Henry Jekyll, e o malvado Edward Hyde. A obra é conhecida por sua representação vívida do fenômeno das múltiplas personalidades. Assim como Drácula, teve várias adaptações, notadamente para o teatro e musicais. Carmilla Obra do escritor irlandês Joseph Sheridan Le Fanu, pode ser considerada um ‘plot twist’ no mundo da ficção de terror: é a história de Carmilla, uma jovem lânguida, extremamente bela, que seduz Laura, adolescente de uma família inglesa que mora em um castelo na Estíria, então Império Austro-Húngaro. Publicada em 1872, a história serviu de inspiração direta para Drácula, que viu a luz do dia (ou da lua...) sete anos depois. É a mais famosa, e a primeira, vampira feminina na Literatura gótica. Frankenstein Assim como Drácula, basta ler o nome para saber do que se trata. Será? Na verdade, na obra da inglesa Mary Shelley, Frankenstein não é um monstro, mas o sobrenome de um estudante de ciências naturais, que constrói o monstro ou criatura, como apenas menciona a escritora, sem a ela atribuir um nome. Escrita quando a autora tinha 19 anos e publicada pela primeira vez em 1818, a obra tem inspirações de histórias reais de alquimistas e ocultismo, em voga no século 19. No livro, empenhado em descobrir o segredo da vida, o jovem Victor Frankenstein, de Genebra, dedica-se a criar um ser humano. Ele consegue o intento, mas o que a princípio parece um triunfo da ciência logo transforma-se em tragédia. A Casa das Sete Torres Saímos do Velho ao Novo Continente, mas ainda assim o livro do norte-americano Nathaniel Hawthorne, de 1851, segue a tradição gótica em voga no século 19. Inspirada em uma casa verdadeira de Salém, no estado de Massachusetts, pertencente à sua prima, narra a história da família Pyncheon, que atravessa os séculos na casa, com temas que passam pela bruxaria. O romance examina a culpa e a expiação, ao mostrar o fardo de 200 anos envolvendo a caça às bruxas na cidade, no século 17. Há amor e morte, e uma perpétua sombra do passado envolvendo cada corredor e nicho da casa – e da trama.