São seis novas histórias, 100% da cabeça dos autores – “fomos longe”, diz Torero (Matias Torero/Divulgação) E se a Chapeuzinho Vermelho fossem várias? Aliás, se o chapeuzinho em si nem vermelho fosse, mas tivesse tantas cores – ou nenhuma! – quanto a imaginação pudesse conceber? É exatamente o que propõem os escritores José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta em Chapeuzinhos Mais Coloridos (Editora Padaria de Livros, R\$ 69,90), obra para crianças, mas nada infantil, que será lançada neste sábado (10), às 14 horas, na Livraria Sol e Lua (Av. Coronel. Joaquim Montenegro, 53, Aparecida, Santos). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O livro não é uma continuação, mas o desdobramento de Chapeuzinhos Coloridos (2010), também dos dois autores. “Foi o meu livro que mais vendeu em livraria, 200 mil exemplares”, conta Torero. “Só perde para Uma História de Futebol, porque houve uma compra do Governo. Então, dos 71 livros meus, o primeiro Chapeuzinho está na frente de 69”. Por isso mesmo, Torero enfatiza a responsabilidade de voltar ao tema. “A gente não podia bobear e fazer mais do mesmo. O Marcus e eu vimos mais de mil versões de Chapeuzinho e fizemos sem imitar nenhuma”. São seis novas histórias, 100% da cabeça dos autores – “fomos longe”, brinca. Por exemplo, em uma delas, a lobinha usa chapéu e o caçador é o lobo. No meio do impasse, no drama enrolado, tchan-tchan-tchan: os seres do folclore brasileiro invadem a cena e salvam o dia. Tem também a Chapeuzinho Amarelo, cuja história foi escrita como se fosse um musical. “Acho que vai ser bacana ler em sala de aula”, avalia. Os autores José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta retomam o tema clássico, depois do sucesso de Chapeuzinhos Coloridos, lançado em 2010 (Divulgação) Vaidade e fome Já na história da Chapeuzinho Rosa, todo mundo vaidoso: ela, o lobo e a vovó. A Chapeuzinho xadrez subverte tudo: a avó é a chapeuzinho e usa a experiência de vida para driblar o lobo. Há, ainda, Chapeuzinho Arco-Íris. “É sobre fome. O arco-íris é porque a roupa é feita de retalhos”, explica Torero, que dá um ‘spoiler’: “As chapeuzinhos de todo o livro vão lá e levam comida. O lobo, que não conseguia comer a Chapeuzinho, que estava muito magra, é que armou tudo”. Também há uma Chapeuzinho sem cor alguma: ela é simplesmente invisível. O objetivo com ela é mergulhar na própria estrutura da história (como se fosse um ensaio), posicionando os personagens. “Aborda o que os personagens devem fazer, como devem se comportar”.