O equipamento, gerido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos, funciona em um casarão de 1900 (Alexsander Ferraz/ AT) Um ano de idade e já pisando firme. A Casa das Culturas de Santos faz aniversário hoje em meio a conquistas e com o desejo de crescimento. “O mais positivo foi o acolhimento da sociedade civil. E perceber o quanto existe uma demanda para uma casa de cultura”, afirma o curador da Casa, Flávio Viegas Amoreira. Nesse primeiro ano de atividades, com fluxo médio de 80 visitantes por semana, foram 12 exposições, 52 oficinas literárias, 64 apresentações artísticas de vários gêneros do erudito ao popular, 32 depoimentos de personagens nacionais da Cultura e da História. Também há firmada parceria com escolas da rede pública, para visitação. “Planejamos uma maior interação com os moradores de áreas vulneráveis, especialmente da Zona Noroeste e Paquetá, Vila Nova, Mercado, vizinhos da casa das culturas”. Inserção social Mas para que isso se torna realidade e solidifique o trabalho, Amoreira pede que o Município adquira o casarão de 1900, na Rua Sete de Setembro, 49, sede da Casa das Culturas, hoje alugado. “Queremos uma parceria sócio-educativa-cultural, para que a casa se torne um polo de inserção social através das artes”. Para este ano, já estão agendadas na Casa a abertura do Santos Jazz Festival, em julho, e a comemoração dos 90 anos de Plínio Marcos, em setembro. Programação Se o dia é de festa, a programação deste sábado também. Começa às 15 horas com o projeto Luso Verso, leitura da obra de David Mourão-Ferreira, pela poeta Teresa Teixeira. Às 15h30, a escritora Carolina Ramos fará uma homenagem à Casa das Culturas; também haverá o lançamento dos livros Trajes Poéticos, de Vieira Vivo, e Cortejo – Procissão da Dor, de Cláudia Brino. Às 16h30, haverá o sarau Choros e Cantorias, pelo grupo Cantos Literários, com as escritoras Clara Sznifer e Eunice Tomé, e os músicos Plácido Pereira, Obed Zelinsk e Ana Maria Del Pino. Para encerrar a festa, às 17h30, show Tarde Romântica, com o cantor Lourival Ferreira e o tecladista Pérsio.