Paulistano, se considerava santista de coração. Morava na Cidade desde 1982 (Reprodução/Redes sociais) A cena cultural de Santos perdeu, domingo (11), um de seus expoentes. Morreu, aos 66 anos, Carlos Cirne, cofundador do Movimento Audiovisual da Baixada Santista (MABS) e um dos mais constantes colaboradores do Festival Curta Santos. “Participamos do Curta desde a segunda edição. Carlos foi jurado, presidente do júri e apresentador. Fez de tudo. Só parou após a pandemia, por causa do receio das comorbidades”, conta o marido Marcelo Pestana, companheiro por 42 anos, 5 meses e 9 dias, como destacou. Carlos Cirne morreu em decorrência de um recém-descoberto câncer de esôfago. “Foi rápido. Ele internou dia 23 de abril, na Santa Casa de Santos, onde o atendimento pelo SUS foi impecável, e faleceu no dia 11. Era um câncer muito agressivo”, relata Marcelo Pestana. Designer gráfico, Carlos trabalhou por 30 anos no Grupo Itaú, participando de projetos importantes da empresa. “Foi o segundo contratado da Itauplan, divisão de engenharia e planejamento do Itaú.” Nascido em São Paulo, se considerava santista de coração. Morava na Cidade desde 1982. “Ele sempre foi um apaixonado pelo audiovisual, e seu trabalho representou muito para nossa região. A cidade perde não apenas alguém que trabalhou pela arte, mas que também se dedicou em defendê-la e organizá-la”, disse o secretário de Cultura de Santos, Rafael Leal. Carlos Cirne também foi responsável pela Coleção Aplauso, um acervo literário lançado em 2004 pela Imprensa Oficial do Governo de São Paulo. “Hoje perdemos um importante membro do nosso movimento, um dos fundadores e grandes articuladores do MABS. Foi essencial na construção de nossa trajetória”, disse Dino Menezes, coordenador do MABS.