Um dos momentos altos: a formação na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, referência na dança (Cleber Gomes/Divulgação) Nascida em Santos, a bailarina Sophia Borges tem 18 anos de idade. Mais da metade da sua vida até aqui foi dedicada à dança. Ela sonha que assim continue sendo. Para isso, resolveu inovar: criou uma campanha de arrecadação virtual (a popular vaquinha on-line) para conseguir iniciar a carreira no exterior, mais especificamente na Itália. “Eu sempre me vi morando no exterior, ainda mais com a minha dança. É um sonho que batalho para construir”. Sophia começou a praticar balé ainda na escola. Depois, ingressou na Academia Contra Passo, onde aprofundou as formações técnica e artística até sair com o diploma em 2022. Ou seja, a dança nunca foi apenas uma atividade extracurricular: tornou-se projeto de vida. “Desde pequena eu sempre gostei e levei muito a sério o balé, me via feliz e vivendo um sonho todas as vezes”, conta. Ano passado, um passo além: concluiu curso na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, onde estudou com bolsa. A instituição, referência internacional na formação de bailarinos, representa um marco na carreira da jovem, que agora vive o primeiro emprego profissional em uma companhia de dança em Curitiba. “Para mim, ser bailarina é um presente. A paixão pela arte é um dom que recebemos de Deus”. Disciplina A rotina, segundo ela, exige disciplina constante. “A rotina de uma bailarina envolve muito aprendizado, tanto interno quanto externo. É muito importante se esforçar”. Ensaios diários, preparação física, estudos técnicos e cuidados com o corpo fazem parte do cotidiano de quem escolhe a dança como profissão. Apesar das conquistas, o maior desafio tem sido o financeiro. A carreira no balé envolve custos elevados com cursos, figurinos, viagens, audições e manutenção profissional. No Brasil, onde o reconhecimento e o investimento na dança ainda enfrentam obstáculos, o cenário se torna ainda mais desafiador para jovens artistas. Agora, Sophia deseja ir em busca do sonho na Europa. A única barreira imediata para essa nova etapa é o custo da viagem e das despesas iniciais no exterior. Por isso, a vaquinha: reunir recursos que lhe permitam participar em audições, até assumir contratos e se estabelecer fora do País. Mais da metade da sua vida até aqui, com 18 anos, foi dedicada à dança. (Cleber Gomes/Divulgação) Dom de Deus “A rotina de uma bailarina envolve muito aprendizado, tanto interno quanto externo. É muito importante se esforçar (...) Para mim, ser bailarina é um presente. A paixão pela arte é um dom que recebemos de Deus”, Sophia Borges, 18 anos, bailarina. Como ajudar Quem quiser colaborar com Sophia Borges deve acessar aqui e fazer a doação. Outra opção é diretamente pelo Pix, em (13) 99103-0159.