[[legacy_image_100424]] Dudu Braga, que morreu nesta quarta-feira (8), aos 52 anos, vítima de um câncer no peritônio, era um amante do rádio. Na Baixada Santista, ele teve um programa nas manhãs de domingo, na Tri FM, no qual apresentava e comentava as canções 'do paizão', como ele dizia, ao se referir ao Rei Roberto Carlos. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! O coordenador artístico da Tri FM, Val Tomazini, diz que Dudu Braga sempre foi um parceiro. "Uma pessoa do bem, e um grande entusiasta do rádio. O programa 'As Canções que Você fez pra Mim' era um sucesso, e esteve por muitos anos na programação da Tri FM", diz. A atração tinha uma hora de duração, somente com as músicas de Roberto Carlos embalando a faixa horária. "Ele sempre falava com muito carinho do 'paizão', e contava intimidades inimagináveis de quem somente poderia ser filho do maior cantor do Brasil. Sempre que havia um show do pai, ele lembrava da Tri FM. Atencioso com os ouvintes, oferecia promoções", conta Tomazini. [[legacy_image_100425]] O radialista lamentou a morte do produtor: "O rádio perdeu um grande profissional do meio e da música, que com muito amor e humildade sempre divulgou tudo da maneira mais humana e especial que alguém poderia fazer. Estou muito triste com a morte do Dudu", finaliza Tomazini. No RioA radialista Monika Venerabile trabalhou com Dudu em uma rádio no Rio de Janeiro e diz que ele sempre gostou dos microfones. Na época, Dudu participava de vários eventos e shows da emissora. "Eu sempre dizia, quando deixávamos o Dudu em casa, que eu iria subir para conhecer o 'paizão', mas ele nunca deixava". "Ele tinha um amor muito grande pelo pai, e o pai por ele. Com certeza, o Rei está arrasado. Depois de tantas tragédias que já passou, agora mais essa. Assim como a pequena Laura (filha de Dudu Braga), que leva o nome da avó, a Lady Laura. Ela acompanhou todo o processo do tratamento do Dudu". Monika, na época, apresentava também um programa de surfe. "O Dudu, com 18 anos, pegava onda e depois de um tempo me disse que adorava o programa, assim como adorava o surfe. Ele foi perdendo, por glaucoma congênito, a capacidade de enxergar. E o deslocamento de retina causado pelo surfe pode ter acelerado esse processo, mas valeu a pena cada onda que eu peguei com ele em Ipanema", revela a radialista. Ela diz que Dudu Braga sempre enfrentou as dificuldades com bom humor e otimismo. "O rádio era com certeza uma grande paixão do Dudu, o programa dele era sempre líder de audiência em todo lugar onde era exibido no Brasil".