A pele, considerada o maior órgão do corpo humano, pode funcionar como um importante sinal de alerta para doenças silenciosas, como diabetes e colesterol alto. Especialistas alertam que mudanças aparentemente comuns, como ressecamento excessivo, manchas e até coceiras frequentes, podem estar ligadas a alterações metabólicas graves. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo médicos dermatologistas e endocrinologistas, os primeiros indícios dessas doenças muitas vezes aparecem na pele antes de serem confirmados em exames laboratoriais. O organismo costuma dar sinais visíveis quando algo não está funcionando corretamente. No caso da diabetes e do colesterol alto, a pele é uma das primeiras a manifestar esses alertas. Sinais de diabetes na pele: O diabetes é caracterizado pelo excesso de glicose no sangue, e esse desequilíbrio pode provocar: Manchas escuras, geralmente nas dobras do corpo, como pescoço, axilas e virilha (condição conhecida como acantose nigricans). Feridas que demoram a cicatrizar, indicando dificuldade de regeneração. Infecções recorrentes, como micoses e candidíase cutânea. Coceira constante e pele ressecada, principalmente em áreas como pés e mãos. Esses sintomas, muitas vezes ignorados, podem aparecer anos antes do diagnóstico oficial da doença. Sinais de colesterol alto na pele Já o colesterol elevado pode deixar marcas características na pele, como: Xantelasmas: pequenas placas ou bolinhas amareladas que surgem nas pálpebras. Xantomas: nódulos ou inchaços de tom amarelado em cotovelos, joelhos, pés e mãos. Alterações vasculares visíveis, que podem deixar a pele mais sensível e com coloração diferenciada. Essas manifestações estão relacionadas ao acúmulo de gordura no sangue e podem indicar risco elevado de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Por que não ignorar esses sinais? Tanto o diabetes quanto o colesterol alto são considerados doenças silenciosas, ou seja, podem evoluir por anos sem sintomas evidentes. Identificar sinais precoces na pele pode ser determinante para buscar atendimento médico antes de complicações mais graves. “O diagnóstico precoce é essencial. Quando o paciente percebe essas alterações e procura ajuda, conseguimos intervir com mudanças no estilo de vida e, se necessário, tratamento medicamentoso, evitando problemas maiores”, reforça a dermatologista fictícia Dra. Cláudia Mendes. Prevenção e cuidados Para reduzir os riscos e manter a pele saudável, especialistas recomendam: Alimentação equilibrada, com frutas, verduras, fibras e baixo consumo de açúcar e gorduras saturadas. Prática regular de exercícios físicos, que ajuda a controlar peso, glicose e colesterol. Hidratação adequada, tanto com ingestão de água quanto com uso de cremes hidratantes. Exames de rotina, principalmente após os 30 anos ou em pessoas com histórico familiar dessas doenças. Observar os sinais da pele vai muito além da estética. Pequenos sintomas podem ser indícios de doenças graves que exigem atenção médica imediata. Por isso, ao notar manchas incomuns, feridas persistentes ou lesões amareladas, a orientação é procurar um especialista para avaliação.