Dados recentes da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica indicam que a obesidade já atinge 1 em cada 5 brasileiros (Reprodução / Unsplash) A testosterona é um hormônio presente em homens e mulheres, mas apresenta maior incidência no sexo masculino. Esse regulador é responsável pelo desenvolvimento de características como pelos, voz mais grave, massa muscular, além de influenciar a libido e o desejo sexual. Entretanto, os níveis desregulados de testosterona em homens podem estar ligados a fatores como sedentarismo e excesso de peso. Dados recentes da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica indicam que a obesidade já atinge 1 em cada 5 brasileiros. Esse cenário chama a atenção dos especialistas, considerando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, ainda neste ano, 2,3 bilhões de adultos em todo o mundo estarão acima do peso. A obesidade é uma condição preocupante, pois impacta todo o organismo, provocando inflamação nas células e alterações no metabolismo. Entre os efeitos, está a redução dos níveis de testosterona, segundo explica o médico clínico geral Marcelo Bechara. “Em média, um homem saudável apresenta níveis hormonais que variam entre 300 a 1000 nanogramas por decilitro de sangue, para um jovem com idade entre 20 e 30 anos. Já um homem obeso, pode ter até 40% a menos de testosterona considerando a mesma idade”, explica o especialista m Hormonologia com foco em obesidade e Reposição Hormonal Masculina pela Harvard Medical School. Impactos na saúde sexual e mental A testosterona é produzida, em grande parte, nos testículos, sendo responsável por características sexuais masculinas. A queda ou o desequilíbrio desse hormônio afeta diretamente a libido. De acordo com o médico, um homem que está com a produção de testosterona abaixo dos valores indicados apresenta sintomas como cansaço, desânimo, ausência de vitalidade e, principalmente, a perda da libido que, a longo prazo, pode desencadear outros problemas. “Diminuição da autoestima, estresse, ansiedade e até a dificuldade nos relacionamentos afetivos, são algumas das consequências que afetam a qualidade de vida.