Técnica ensinada por Sônia foi aprovada pelas alunas do PIC Real (Divulgação/ Amauri Pinilha/ Prefeitura de Praia Grande) Moradoras de Praia Grande, no litoral de São Paulo, aprenderam uma técnica simples, eficaz e totalmente natural para conservar feijão cozido por mais de um ano. O método foi apresentado durante aula voluntária no Programa de Integração e Cidadania (PIC) Real, conduzida por Sônia Almeida, moradora do bairro e entusiasta da técnica. Segundo ela, o processo exige apenas água, um pote de vidro com tampa, uma panela de pressão e um pano de prato limpo. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A técnica começa com a hidratação dos grãos, que devem ficar de molho por cerca de 12 horas. “Com esse tempo, a ideia é deixar o feijão mais macio e tirar a sua fermentação, dando mais sabor a ele”, explica Sônia. Depois de escorridos e lavados, os grãos de feijão são colocados no pote, com espaço de três centímetros abaixo da borda, e cobertos com água limpa. O próximo passo envolve o cozimento. Para isso, o fundo da panela de pressão deve ser forrado com o pano de prato, evitando o contato direto entre o vidro e o metal quente. Em seguida, o pote fechado é colocado dentro da panela, que deve ser preenchida com água até a mesma altura do recipiente. O tempo de cozimento varia entre 30 e 40 minutos e, após o preparo, é fundamental deixar a pressão sair naturalmente, sem acelerar o processo. Depois de frio, o pote é retirado, enxugado e está pronto para ser armazenado em temperatura ambiente por até um ano ou mais. “A ‘validade’ dele só vai começar a contar apenas depois que o pote for aberto”, conta a voluntária. “Por essa razão, é fundamental utilizar recipientes com boa vedação, ou seja, que estejam totalmente fechados, sem nenhuma entrada de ar”, destaca. De acordo com Sônia, o método é eficaz com qualquer tipo de grão. Importância do projeto Para a diretora da unidade, Adriana Lucas, a experiência é um exemplo do papel do Programa de Integração e Cidadania: incentivar a troca de conhecimentos entre os moradores. “O que uma sabe vai passando para a outra e, assim, todas vão aumentando seus aprendizados”, diz Adriana, destacando que a voluntária responsável por apresentar a técnica já foi frequentadora do PIC Real. Técnica chama atenção A ideia impressionou as alunas do PIC Real, como Mônica Giraldi, de 56 anos. “Nunca tinha ouvido falar de uma técnica que permitia conservar um alimento pronto por tanto tempo sem refrigeração. É uma nova maneira de cozinhar o feijão e de armazená-lo, desocupando espaço na geladeira e no freezer”, comentou. Marly Aparecida, de 73 anos, também aprovou a novidade. “Fiquei fascinada com esse processo. Confesso até que superou minhas expectativas: um feijão bem cremoso e saboroso. Com certeza adotarei essa prática”, afirmou.