Ministro Alexandre de Moraes conduzindo sessão no Supremo Tribunal Federal (Antônio Augusto / STF) Na manhã de quarta-feira (13), uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os réus Mauro Cid e Marcelo Câmara, ex-ajudantes de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi marcada por um episódio inusitado: o ministro Alexandre de Moraes ordenou que um segurança verificasse o celular do advogado Marcus Vinicius de Camargo Figueiredo, que representa o general da reserva Mário Fernandes. A acareação tinha como objetivo esclarecer divergências sobre a “minuta do golpe”, um esboço de documento que pretendia anular o resultado das eleições de 2022. Durante a sessão, o advogado Figueiredo levantou uma questão de ordem relacionada ao suposto monitoramento de Moraes e à operação “Punhal Verde e Amarelo”, que, segundo a acusação, visava o assassinato de autoridades, incluindo o próprio ministro. Moraes indeferiu o pedido, alegando que o tema não era pertinente à audiência. Diante da insistência do defensor, que solicitou que sua manifestação fosse registrada em ata, o ministro respondeu que o advogado não participaria mais da sessão. Foi nesse momento que Moraes pediu a um segurança do STF que verificasse o celular do advogado, suspeitando que ele estivesse gravando a audiência, o que violaria uma determinação do magistrado. O defensor entregou o aparelho e forneceu a senha. A inspeção confirmou que não havia gravações da sessão.