Campanha Junho Laranja foca na conscientização sobre a leucemia e outras doenças do sangue (Adobe Stock) A leucemia é uma forma de câncer que afeta as células sanguíneas da medula óssea. Com origem desconhecida, ela afeta, em sua maioria, os glóbulos brancos, também conhecidos como leucócitos, que atuam no sistema imunológico do organismo. No mês de junho, a campanha Junho Laranja é realizada com o intuito de conscientizar sobre esse e outros problemas sanguíneos, como a anemia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A hematologista Marcela Weitzembauer dos Reis explica que os sintomas de leucemia são inespecíficos, com possibilidade de manchas roxas pelo corpo, sangramentos na gengiva e nariz, tontura, palidez, febre e ínguas (aumento de gânglios pelo corpo). Quando esses sinais ocorrem em conjunto com alterações em um exame de sangue, do tipo hemograma, cresce a possibilidade de diagnóstico do tumor. "Após essa desconfiança, são feitos os exames de medula óssea, que nos dão o diagnóstico preciso com o nome e o tipo da leucemia", cita a médica. Segundo ela, o hemograma também pode diagnosticar a leucemia, mas não diferencia entre os diferentes tipos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a leucemia ocorre quando uma célula do sangue que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética, transormando-a em uma célula cancerosa. Em seguida, ela se multiplica mais rápido e morre menos do que outras células normais do corpo. A médica ressalta que dificilmente se encontra uma causa direta para o surgimento da leucemia, em razão das mutações genéticas nas células da medula óssea. "Atualmente, o que sabemos é que existe uma relação entre leucemias com exposição a alguns produtos químicos, como benzeno, exposição à radiação e a quimioterapias prévias. (As) Leucemias crônicas, por exemplo, têm evolução lenta e em muitos casos são descobertas em exames de rotina. Por isso, é importante sempre fazer exames médicos de rotina e cuidar de perto da saúde", orienta a hematologista da Imuno Santos. Tipos A médica ressalta que as chamadas leucemias linfoides agudas são mais comuns em crianças. Por outro lado, as mieloides agudas ocorrem com mais frequência em idosos e também acometem adultos. "Lembrando que não é uma regra e, sim, o mais comum". Tratamento Diferentes tipos de terapias têm sido estudadas e testadas para o tratamento deste tipo de câncer. Marcela Weitzembauer cita que, além das quimioterapias intensivas, há também as terapias-alvo e imunoterapias, assim como o chamado Cart-cell, que "tem trazido resultados animadores para alguns casos". Outra possibilidade, conforme o quadro clínico e a evolução do paciente, é o transplante de medula óssea, mas conforme o quadro clínico e a evolução de cada paciente. A médica cita que a escolha pelo transplante depende de diferentes fatores, como o tipo de leucemia, a gravidade e o risco apresentado. "Através disso, saberemos quais pacientes terão indicação ou não de ir para um transplante. Atualmente temos alguns tipos de leucemias que não precisam mais do transplante de medula óssea", ressalta a hematologista.