Infarto agudo do miocárdio é a maior causa de mortes no País, de acordo com o Ministério da Saúde (FreePik) O infarto deixou de ser uma preocupação exclusiva de pessoas mais velhas. Cada vez mais jovens, inclusive na faixa dos 20 e 30 anos, estão sendo diagnosticados com problemas cardíacos graves. A tendência vem preocupando profissionais da saúde e acendendo um alerta sobre os hábitos da nova geração. Casos de infarto em pessoas com menos de 40 anos têm sido registrados com mais frequência nos últimos anos. O que antes era considerado algo raro agora se torna motivo de atenção em prontos-socorros e unidades de emergência em todo o país. Segundo levantamentos recentes de centros médicos e hospitais de referência, o número de jovens vítimas de infarto aumentou significativamente na última década. E os motivos são muitos: a rotina acelerada, o alto nível de estresse, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e o abandono de hábitos saudáveis. O que está provocando infartos em jovens? A combinação de fatores de risco tem afetado diretamente a saúde cardiovascular de adultos jovens. Entre os principais motivos estão: Estilo de vida sedentário: Muitos jovens passam horas em frente a telas, com pouca ou nenhuma prática de atividade física. Alimentação rica em gordura, açúcar e sódio: O consumo exagerado de fast food e alimentos industrializados contribui para o acúmulo de placas de gordura nas artérias. Estresse crônico: A pressão por resultados no trabalho, estudos e vida pessoal tem gerado níveis perigosos de ansiedade e estresse. Tabagismo e uso de substâncias: O cigarro tradicional e os eletrônicos (vapes), além de drogas ilícitas, prejudicam diretamente o sistema cardiovascular. Falta de acompanhamento médico: A maioria dos jovens só procura um cardiologista após o surgimento de sintomas graves, como dor no peito ou cansaço extremo. Sinais de alerta que não devem ser ignorados Ao contrário do que muitos pensam, os sintomas do infarto em jovens nem sempre são clássicos. Além da dor no peito, outros sinais podem surgir: Fadiga inexplicável Falta de ar Palpitações Enjoo ou tontura Suor frio Desmaios Esses sinais costumam ser confundidos com ansiedade ou estresse, o que retarda o diagnóstico e aumenta os riscos de complicações. Histórico familiar e genética também pesam Embora o estilo de vida seja um dos principais gatilhos para o infarto precoce, fatores hereditários também têm papel importante. Pessoas com histórico de doenças cardiovasculares na família devem redobrar os cuidados desde cedo. Colesterol alto, hipertensão e diabetes tipo 2 são condições que, mesmo assintomáticas, elevam o risco de infarto quando não são acompanhadas e tratadas adequadamente. A mente também influencia o coração A saúde mental está intimamente ligada ao bom funcionamento do coração. Transtornos como ansiedade, depressão e burnout têm se tornado cada vez mais comuns entre jovens, afetando diretamente a pressão arterial, os batimentos cardíacos e a produção de hormônios relacionados ao estresse. Em muitos casos, a sobrecarga emocional é o estopim para uma crise cardíaca silenciosa. Como prevenir infartos precoces? A boa notícia é que a maioria dos casos pode ser evitada com mudanças simples, mas consistentes, no dia a dia. Veja algumas dicas: Pratique atividades físicas regularmente Mantenha uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e grãos integrais Evite o consumo excessivo de álcool, cigarro e drogas Priorize o sono e a qualidade do descanso Faça exames de rotina e controle fatores como colesterol, pressão e glicemia Gerencie o estresse com pausas, hobbies e, se necessário, acompanhamento psicológico