É muito bom ver que as histórias indígenas deixaram de ser contadas no passado, perdendo a classificação de ‘lendas’, e são cada vez mais mostradas no contexto urbano e atual. Sim, porque há indígenas nas cidades e nas aldeias. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um pajé foge para esconder um artefato na floresta, na esperança de que alguém o encontre em tempos de paz. Três irmãos se preparam para uma grande expedição pelo interior do Brasil, para demarcar terras boas para a expansão econômica. Uma jovem estudante, às vésperas do vestibular, ainda está em dúvida quanto ao futuro – principalmente quando começa a ter sonhos com um velho indígena, que pede a ajuda dela. Por mais que não se conheçam, as histórias desses personagens se cruzam e mudam não apenas a eles mesmos, mas o destino dos povos indígenas brasileiros. Esse é o enredo da obra Histórias Cruzadas, uma trama jovem de Eliana Martins, que trata dos sentimentos e dos relacionamentos humanos, das surpresas que o destino pode trazer e da batalha para concretizá-las, em meio às questões sociais e políticas. Narrada em duas épocas – a da implantação do Parque Nacional do Xingu, na década de 1960 e os dias atuais –, a história aborda o envolvimento de uma estudante paulistana com o povo panará, a partir de um sonho. Com esse sonho, o seu significado, o seu simbolismo e a busca para decifrá-los, a maga da literatura, Eliana Martins, de quem já falamos muito por aqui, mergulha o leitor numa viagem deliciosa, com boa dose de suspense e muitas descobertas e significados. O livro Histórias Cruzadas acabou de ganhar o Selo de Excelência AEILIJ, estando entre os 25 melhores livros lançados em 2024. Recomendo! Serviço: Histórias Cruzadas (Editora Ática), Eliana Martins, 176 páginas