Resident Evil Requiem começa de jeito frenético e 'engatado', alternando entre Leon e Grace (Captura PS5) Disponível para PlayStation 5, Xbox X e S, Nintendo Switch 2, PC e GeForce Now, Resident Evil Requiem é o jogo ideal para dar sequência à serie e celebrar os 30 anos da franquia da Capcom. Isso porque, além de explicar pontos importantes da história principal e fazer reviravoltas na trama que o fã nem espera, o game é épico, traz de volta um dos personagens mais icônicos do universo de RE, Leon S. Kennedy, e leva o jogador de volta para Raccoon City, onde tudo começou. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Outro acerto é a nova protagonista, a agente do FBI Grace Ashcroft, que divide as atenções com Leon e ocupa lugar essencial em toda a saga de Resident Evil, como você verá no decorrer do jogo. Vale destacar que, desde Resident Evil 7, a Capcom tem conseguido criar personagens-chave bem interessantes e carismáticos para reoxigenar a franquia. Grace é filha da jornalista investigativa Alyssa Ashcroft, de Resident Evil Outbreak (Captura PS5) Somam-se a isso os belos gráficos – o efeito da água impressiona já nos primeiros momentos do game – e a jogabilidade. A Capcom conseguiu pegar tudo que existe de mais legal na franquia e misturar com novos elementos para os puzzles, confrontos e inventários. Merece destaque especial o machado de mão usado por Leon junto às armas de fogo. Ele dá velocidade e toda uma dinâmica para os embates com as criaturas de Requiem, que, diga-se de passagem, estão bem variadas - não faltam monstros gigantes! Resident Evil Requiem tem vários inimigos gigantes, como esta aranha em Raccoon City (Captura PS5) Também fica evidente na jogabilidade o contraste entre os protagonistas. As partes em que você comanda Grace costumam ser em primeira pessoa (dá para mudar para a terceira), mais furtivas e tensas (prepare o coração para os sustos). Enquanto os capítulos com Leon são em terceira pessoa e de pura ação, no estilo de Resident Evil 4. É com Leon um dos momentos mais legais do game: quando você percorre Raccoon City de moto, em alta velocidade, abrindo caminho com tiros e explosivos, e enfrentando cães mutantes e um dos vilões do jogo, o cientista ‘mutante’ Victor Gideon. Uma das melhores partes de Resident Evil Requiem é andar de moto por Raccoon City com Leon enfrentando cães mutantes e Victor Gideon (Captura PS5) A mescla de elementos novos e antigos também está presente ao salvar o game. Dá para escolher se será do jeito clássico da série, nas máquinas de escrever, o que reduz a quantidade de saves, ou da forma mais nova, sem limitar os salvamentos, o que ajuda a facilitar a evolução no jogo. Os vilões de Resident Evil Requiem: Victor Gideon e Zeno, que lembra Albert Wesker (Captura PS5) Aperfeiçoamento constante Nas partes com Leon, como elas são mais de combate, além de haver a possibilidade de comprar várias armas na caixa disponível nas áreas de save, dá para ir aperfeiçoando o armamento com os pontos coletados na pulseira carregada pelo personagem – a pontuação aumenta conforme você elimina zumbis e demais criaturas (é importante dizer que fica notório o empenho da Capcom para fazer com que os monstros de cada localidade do mapa sejam diferentes). Leon também consegue fabricar munições e itens usando os frascos de pólvora encontrados nos cenários. Já Grace coleta sucata e sangue dos zumbis nos ambientes para produzir itens. Ela ainda amplia essa capacidade analisando moléculas em computadores encontrados na primeira parte do game. O hospital Rhodes Hill tem hall que lembra o da mansão de Resident Evil 1 (Captura PS5) Uma história e tanto Apesar de não ser o maior jogo da série, Resident Evil Requiem, que dura de 15 a 20 horas, dá a sensação de ser bem extenso pela quantidade de lugares no mapa, pela sucessão de fatos e pela alternância entre Grace e Leon, que conta com o suporte a distância de Rebecca Chambers, protagonista de Resident Evil 0. A história de Requiem está dividida em dois grandes ‘atos’. Ela é bem rica, reveladora e repleta de referências. Por exemplo, Zeno, que forma a dupla de vilões do game com Victor Gideon, parece demais com o antagonista mais icônico da série, Albert Wesker, e o hall principal do hospital Rhodes Hill, que é comandado por Victor e corresponde à maior parte do primeiro ato, lembra muito o hall principal da mansão de Resident Evil 1, assim como outros cenários do hospital remetem ao casarão icônico da franquia. A sinistra Emily é resultado de experimentos de Victor Gideon (Captura PS5) Fora isso, a nostalgia reina no segundo ato do jogo, que se passa em Raccoon City. A cidade está apocalíptica após ser destruída pela bomba de Resident Evil 1 e o seu clima, por mais que não seja intencional, lembra – e muito! – o que vemos em The Last of Us. Nessa cidade devastada, logo de cara você já enfrenta uma aranha gigante. Mas a melhor parte, sem dúvida, é entrar depois de tantos anos na delegacia de polícia de Resident Evil 2, onde há o reencontro com Mr. X. Ah, como não poderia deixar de ser em Resident Evil, tudo acaba num laboratório subterrâneo, onde, para saudosismo dos fãs, há o reencontro com os emblemáticos lickers. A nostalgia grita ao poder jogar de novo na delegacia de Resident Evil 2 (Captura PS5) Pergunta que fica no ar A trama de Resident Evil Requiem se passa no segundo semestre de 2026. Tudo começa com o FBI investigando uma sequência de mortes misteriosas. Grace é designada para participar dessa missão e vai averiguar o corpo encontrado no hotel onde sua mãe foi morta anos antes. Detalhe: a mãe dela é a jornalista investigativa Alyssa Ashcroft, de Resident Evil Outbreak, o que mostra o papel-chave que Grace ocupa na história da Umbrella e nos fatos que levaram à destruição de Raccoon City em Resident Evil 1, 2 e 3. Justamente por isso, Grace é sequestrada por Victor Gideon e levada para Rhodes Hill, onde se afeiçoa por Emily, menina sinistra, que é cega e tem cabelo branco devido aos experimentos do cientista. Leon entra nesse contexto para tentar salvar Grace, mas está com a saúde debilitada, devido ao estágio avançado de uma contaminação pelo vírus T, um dos responsáveis por todo o caos da franquia. Antigos inimigos estão de volta como Mr. X e os lickers (Captura PS5) O desenrolar dos fatos leva a dupla até Raccoon City. Mas, se você não quer spoiler, fica o aviso: pare de ler aqui. Afinal, é nesse grande ápice de Requiem que uma pergunta fica no ar: qual será o futuro de Resident Evil? Isso porque o game tem dois finais e um deles é de chocar qualquer fã, pois tem a morte de Leon. Enquanto o outro desfecho, que parece ser o oficial, devido à trilha e à edição mais com cara de ‘The End’, dá maior margem para novos jogos, inclusive motivados pela sobrevivência de Emily. Agora, resta saber qual será a opção da Capcom. Isso só o tempo dirá. O certo é que, com o fim de Resident Evil Requiem, fica aquela sensação de: "Que pena que acabou, queria continuar jogando, queria mais!”