Por mais indispensáveis que pareçam hoje, os celulares podem estar com os dias contados. Pesquisadores e empresas de tecnologia afirmam que, em breve, os smartphones serão substituídos por dispositivos ainda mais avançados — desde óculos inteligentes até interfaces ligadas diretamente ao cérebro humano. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A previsão pode soar futurista, mas já está em andamento. Companhias como Apple, Meta, Google e startups do Vale do Silício vêm investindo bilhões em tecnologias que prometem transformar a forma como nos conectamos, consumimos informação e até como nos relacionamos. O declínio silencioso dos celulares Embora o número de aparelhos vendidos ainda seja alto, relatórios recentes mostram que o mercado de smartphones atingiu uma estagnação global. O design retangular com tela sensível ao toque praticamente não mudou na última década, e consumidores já começam a buscar novas experiências tecnológicas. Assim como o DVD foi substituído pelo streaming, o celular tende a perder espaço para dispositivos mais imersivos e integrados ao cotidiano”. O que vem depois do celular? Entre as apostas mais fortes para substituir os smartphones estão: Óculos de realidade aumentada (AR): Empresas já desenvolvem modelos capazes de projetar telas virtuais no campo de visão do usuário, permitindo assistir vídeos, acessar redes sociais e até trabalhar sem precisar segurar um aparelho. Interfaces neurais: Startups como a Neuralink, de Elon Musk, estudam implantes cerebrais capazes de conectar o cérebro humano diretamente a computadores e à internet. Dispositivos vestíveis: Relógios, pulseiras e até roupas inteligentes podem centralizar funções hoje concentradas no celular, como comunicação, pagamentos e monitoramento de saúde. Assistentes de voz avançados: A evolução da inteligência artificial deve permitir interações cada vez mais naturais, dispensando a necessidade de telas. Quando isso vai acontecer? Especialistas acreditam que a transição será gradual, mas inevitável. Alguns apostam que, em dez a quinze anos, os smartphones serão vistos como objetos ultrapassados, assim como aconteceu com o fax ou com os antigos celulares “tijolão”. O impacto no dia a dia A substituição dos celulares deve trazer mudanças profundas no comportamento social. Se hoje já enfrentamos debates sobre vício em telas, privacidade e excesso de informações, o futuro pode intensificar esses dilemas. Óculos de realidade aumentada, por exemplo, levantam discussões sobre segurança e exposição de dados. Por outro lado, especialistas destacam benefícios: menos distração com notificações, maior liberdade de movimentos e experiências digitais mais naturais e integradas ao ambiente físico. E o Brasil nessa corrida? O país tende a acompanhar o movimento global, mas em ritmo mais lento devido ao custo das novas tecnologias. Ainda assim, marcas já enxergam o mercado brasileiro como estratégico e devem trazer versões acessíveis desses dispositivos assim que a popularização for viável. Assim como aconteceu com telefones fixos, câmeras digitais e MP3 players, os smartphones também terão sua aposentadoria. A pergunta não é se isso vai acontecer, mas quando. O futuro da comunicação promete ser mais imersivo, integrado e para muitos assustador. Linha do tempo: 1973 – O engenheiro Martin Cooper, da Motorola, faz a primeira ligação em um telefone móvel. O aparelho pesava quase 1 kg. 1990 – Popularização dos primeiros celulares comerciais no Brasil, ainda grandes e com funções limitadas a chamadas. 2000 – Chegam os modelos com SMS, jogos simples e câmeras básicas. O celular começa a ganhar status de item indispensável. 2007 – Lançamento do primeiro iPhone revoluciona o mercado: touchscreen, internet e aplicativos mudam para sempre a forma de se comunicar. 2010 em diante – Consolidação dos smartphones como centros de comunicação, lazer, trabalho e serviços financeiros. 2025 – Mercado começa a sinalizar estagnação, enquanto óculos inteligentes, relógios e assistentes de voz disputam espaço. 2035 (previsão) – Especialistas projetam que os smartphones se tornem obsoletos, substituídos por tecnologias imersivas e interfaces neurais.