É recomendado utilizar o incenso em lugares abertos (Pexels) Apesar de ter uma fama de ser natural, a fumaça do incenso pode liberar partículas tóxicas que afetam a saúde respiratória. Dessa forma, consegue ser mais prejudicial que a fumaça emitida pelo cigarro. É o que indicou um teste de 2015, realizado pela Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China (South China University of Technology - SCUT). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O estudo apontou que o incenso libera partículas ultrafinas e compostos tóxicos, incluindo hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs), que são carcinogênicos e genotóxicos, capazes de causar mutações genéticas. Durante os testes, quando comparado ao cigarro, o incenso se mostrou mais citotóxico e genotóxico, sugerindo que pode ter um impacto ainda mais grave no material genético das células humanas e potencial para inflamações no trato respiratório. Outro estudo, este publicado pelo ScienceDaily (site de divulgação científica), identificou que essas partículas geradas pelo incenso se depositam no sistema respiratório, causando inflamação e aumentando o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares. De acordo com os pesquisadores, essa fumaça pode representar um perigo especialmente em ambientes fechados, onde os poluentes se concentram e as partículas são inaladas diretamente. Assim, o uso do incenso em locais com pouca ventilação merece atenção e, idealmente, medidas preventivas, como o uso em locais bem ventilados, pode reduzir a exposição a esses compostos tóxicos.