Tendões e músculos costumam ser os mais afetados pela fibromialgia (Imagem ilustrativa/Pexels) A fibromialgia é uma doença crônica marcada pelas dores musculares generalizadas, em diferentes partes do corpo. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), as dores características costumam durar mais de três meses, sem apresentar evidência de inflamação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A causa da doença ainda não é totalmente esclarecida, porém, os pacientes costumam apresentar uma "alteração da percepção da sensação de dor", conforme a SBR. O diagnóstico ocorre de forma clínica, com a realização de exames físicos e laboratoriais, que podem afastar outras condições com sintomas semelhantes. De acordo com o Ministério da Saúde, o problema pode acontecer depois de eventos graves, como um trauma físico, psicológico ou até uma infecção. Suspeita-se que fatores genéticos, imunológicos, neurológicos ou até psicológicos estejam relacionados com a causa da doença. Vale destacar que a fibromialgia difere de outras doenças reumatológicas, como a artrite, já que não provoca inflamação ou dano aos músculos. Por outro lado, o Ministério da Saúde ressalta que as duas condições podem atuar de forma associada. Na fibromialgia, os músculos e tendões costumam ser os mais afetados. A doença também possui uma série de sinais diferentes, os quais o paciente pode apresentar e precisar procurar ajuda médica. Confira uma lista com cinco delas. Dor generalizada persistente: Dores musculares e articulares por todo o corpo, especialmente em pontos sensíveis (pescoço, ombros, costas, quadris). A dor dura mais de 3 meses e não tem causa aparente (como lesões ou inflamações visíveis). Fadiga extrema e constante: Cansaço que não melhora com descanso ou sono. A pessoa acorda já se sentindo exausta, mesmo após dormir por horas. Distúrbios do sono: Dificuldade para pegar no sono ou manter o sono. Sono leve e não reparador, muitas vezes acompanhado de síndrome das pernas inquietas ou apneia do sono. Dificuldades cognitivas: Problemas com memória, concentração e clareza mental. A pessoa pode se sentir constantemente “desligada” ou com lentidão de raciocínio. Sensibilidade aumentada: Hipersensibilidade à dor, ao toque, ao frio, ao calor, à luz ou ao som. Pequenos estímulos podem parecer intensos ou dolorosos demais.