Evitar carnes processadas e alimentos ultraprocessados e adotar dieta rica em vegetais, grãos integrais e peixes são hábitos apontados por Harvard como estratégia para reduzir doenças neurodegenerativas (Freepik) Harvard identificou que dietas ricas em carnes processadas e ultraprocessados aumentam os riscos de demência, AVC e até sinais precoces de doença de Parkinson. Estudo liderado por pesquisadores da Harvard T.H. Chan School of Public Health reforça a importância de escolhas alimentares para preservar a saúde cerebral. Veja quais alimentos evitar e como substituir por opções mais saudáveis. Alimentos que aumentam o risco Carnes processadas Consumo regular de bacon, presunto e salsicha está associado a aumento de aproximadamente 13 a 14 % no risco de demência e declínio cognitivo acelerado, além de envelhecimento cerebral precoce. Substituir uma porção diária por oleaginosas ou leguminosas pode reduzir o risco em até 19 % e "rejuvenescer" o cérebro em cerca de 1,6 anos. Alimentos ultraprocessados Dietas com alto percentual desses alimentos — incluindo refrigerantes, salgadinhos e refeições prontas — foram associadas a maior risco de AVC e demência. Uma pesquisa mostrou que pessoas que consumiam até 11 porções por dia tinham 2,5 vezes mais chance de apresentar sintomas iniciais de Parkinson. Como esses alimentos afetam o cérebro Alimentos ultraprocessados contêm altos níveis de gorduras saturadas, açúcares, sal e aditivos que promovem inflamação crônica e perubahan na microbiota intestinal, fatores associados à deterioração cognitiva e declínio neurológico. O excesso de gordura saturada também foi relacionado ao aumento em até 15% do risco de Alzheimer. Substituições saudáveis que protegem o cérebro Trocar carnes processadas por leguminosas, nozes ou tofu reduz riscos em até 20%. Dietas ricas em vegetais, frutas, legumes, grãos integrais, peixe e azeite — como no padrão mediterrâneo e o plano MIND — são associadas à redução do declínio cognitivo.