Inflamação e paralisia nos olhos podem ser sintomas de esclerose múltipla, alerta neurologista (Imagem ilustartiva/Pexels) A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central (SNC) e impacta pelo menos 40 mil pessoas no Brasil, conforme dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). Crônica e neurodegenerativa, ela apresenta sintomas diversos e atinge, principalmente, mulheres jovens, entre 25 e 35 anos de idade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nesta sexta-feira (30), é comemorado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, que visa ampliar o conhecimento e a conscientização sobre a doença. A condição de saúde é crônica e neurodegenerativa, afetando a bainha de mielina, camada que cobre as fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal. O neurologista Flávio Vieira, especialista em esclerose múltipla, o paciente deve procurar ajuda médica assim que perceber os primeiros sintomas, como inflamação do nervo dos olhos, tontura, dor na face, fraqueza muscular e paralisia dos olhos. “Apesar de diversos estudos, ainda não há uma conclusão definida sobre as causas da esclerose múltipla. Sabe-se que alguns fatores ambientais, como infecção pelo vírus Epstein-Barr, deficiência de vitamina D, tabagismo e alguns genes específicos, podem aumentar a propensão à doença, mas nenhum fator é completamente definido”, explica o médico. O diagnóstico da doença envolve uma combinação de fatores clínicos, além de exames complementares, como ressonância magnética e coleta de líquor. Não há cura para a esclerose múltipla, o que faz com que o tratamento seja voltado a controlar os sintomas e reduzir a progressão da doença. “A doença degenera a bainha de mielina, afetando diferentes partes do corpo, dependendo da região do sistema nervoso central que está sendo atacada, como o cérebro, cerebelo, tronco cerebral ou medula espinhal. Cada uma dessas regiões pode apresentar sintomas e sinais específicos”, ressalta Flávio Vieira.