(Divulgação) A relação entre avós e netos sempre rende boas histórias. Aliás, se hoje escrevo, é graças à minha, que sempre me encheu de amor e canções e contos. Mas a obra que trago hoje tem muitas camadas para serem exploradas: o Alzheimer da avó, a adoção de um filho e o racismo, infelizmente, ainda comum em pleno século 21. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Era Uma Vez uma Avó para Sempre, de Sônia Barros, foi vencedor do Concurso Nacional de Literatura João-de-Barro 2023, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte (MG). No ano seguinte, com ilustrações de Paula Schiavon, foi lançado pela Elo Editora. A obra conta a história de João, um menino negro, adotivo e que tem na figura da avó a sua grande heroína. Ela morava na casa amarela, que se contrapunha ao ‘apertamento’ em que ele morava com a mãe; fazia as melhores panquecas do planeta; contava histórias e dirigia um Fusca azul supersônico. Só que um dia, essa superavó, tão presente na vida do menino, começa a esquecer coisas ligadas no fogo, fatos do presente e até a sua rua. João comenta com a mãe e logo os dois descobrem que a chama da memória da avó pode se apagar. A vida dos três muda radicalmente para se ajustar à doença estranha. E João precisa entender e vencer seu maior medo: será que minha avó vai se esquecer de mim? Uma história sobre amor, envelhecimento e o que realmente importa ao coração. Vamos ler? Recomendo para crianças de 10 anos, mas um adulto sempre pode ler para os menores. E como todo livro da Elo Editora, eles já nascem inclusivos, são acessíveis em Libras e têm audiodescrição. Serviço: Era uma vez uma avó para sempre. Autoras: Texto de Sônia Barros e Ilustrações de Paula Schiavon. Elo Editora. 44 páginas. R\$ 60,00