Estudos destacam exposição à radiação, interferência no sono e até riscos de incêndio (FreePik) O hábito de dormir com o celular em cima da cama ou próximo ao corpo, muito comum atualmente, pode trazer riscos à saúde física e mental. Estudos e especialistas destacam efeitos negativos relacionados à exposição à radiação, interferência no sono e até riscos de incêndio causado pelo superaquecimento do aparelho. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Radiação e aquecimento Apesar dos níveis de radiação emitidos pelos celulares estarem dentro dos limites considerados seguros, a proximidade constante com o corpo pode causar aquecimento local e possíveis desconfortos. A Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) classifica a radiação de celulares como "possivelmente cancerígena", reforçando a necessidade de atenção com o uso prolongado e próximo ao corpo. Impacto no sono Estudos do Instituto do Sono indicam que o uso do celular na cama prejudica o relaxamento do cérebro, que permanece em estado de alerta, interferindo diretamente no descanso noturno. A justificativa é de que a emissão de luz azul pela tela dos aparelhos impede a produção de melatonina, hormônio essencial para regular o sono. Essa exposição dificulta o adormecimento, reduz a qualidade do sono e provoca cansaço no dia seguinte. Risco de incêndios Carregar o celular em cima da cama, especialmente sob travesseiros ou cobertas, pode levar ao superaquecimento do dispositivo. Casos de incêndios causados por carregadores defeituosos ou aparelhos superaquecidos já aconteceram, sendo recomendável deixá-lo em locais ventilados e seguros, enquanto carrega. Prevenção De acordo com o Instituto do Sono, para minimizar os riscos à saúde, é ideal manter o celular longe da cama durante a noite, ativar o modo "filtro de luz azul" e evitar o uso de aparelhos eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir. Além disso, o carregamento deve ser feito em superfícies rígidas e não inflamáveis, longe de tecidos que possam reter calor.