(Guilherme Pucci/Divulgação) Bem-estar, good vibes, tranquilidade e vitalidade: esses são alguns dos atributos que fazem do verde, em suas diversas nuances, uma das cores mais empregadas na arquitetura de interiores. Para o arquiteto Bruno Moraes, além da atemporalidade, a cor conecta os indivíduos com o natural. “Estamos passando por uma revolução que propõe um equilíbrio essencial em oposição à vida cercada de tecnologias e demandas cotidianas”. Além disso, o profissional acrescenta que, de acordo com o feng shui, o verde está profundamente relacionado ao crescimento e à renovação. Ajuda a promover a harmonia e o desenvolvimento das relações pessoais. “Na filosofia dessa técnica milenar chinesa, a cor alimenta o ciclo da prosperidade, que traz serenidade e reforça a conexão tão intrínseca que nós, seres humanos, temos com a natureza”. Uma das cores que melhor definem a arquitetura de interiores contemporânea, principalmente em tempos de busca por sustentabilidade e um relacionamento mais próximo com o meio ambiente, o verde se destaca por sua capacidade de criar espaços que evocam vigorosidade. “Há estudos que demonstram a capacidade da coloração para reduzir os níveis de estresse, aumentar a sensação de tranquilidade e até melhorar a concentração. Por isso, ele é cada vez mais adotado em projetos que precisam transmitir conforto e acolhimento como salas de estar, quartos, varandas e escritórios”. No quesito brasilidade, que o arquiteto sempre gosta de destacar em seus projetos, o verde remete à tropicalidade. Com uma ampla gama de tonalidades, pode ser empregado em diferentes estilos de decoração, desde os minimalistas e modernos até os rústicos ou clássicos. E sua presença pode colorir grandes superfícies como paredes, marcenaria ou em detalhes menores. Nas paredes, uma paleta escura, que engloba o verde floresta, musgo, oliva e verde-mar, são ideais para quartos e salas de estar, entregando em uma atmosfera mais sofisticada e elegante. Já em ambientes como a cozinha e o home office, o verde sálvia ou fantasma resultam em uma base suave que promove serenidade. No mobiliário, aparece com força tanto na marcenaria planejada, como em móveis como sofás de veludo – uma escolha ousada que transforma qualquer sala de estar em um espaço cheio de personalidade. Em objetos menores, como luminárias, vasos ou quadros, sutilmente entrega seus gradientes sem comprometer o estilo. Como colocar a cor: Quadros Incorporar o verde em quadros ou gravuras é outra maneira simples de introduzir a cor e pode ser obtido por meio de paisagens naturais ou padrões abstratos que despertem interesse visual. (Vitor Guilherme/ Divulgação) Cabeceira de cama É uma opção sofisticada para renovar o visual do quarto, em tons de verde esmeralda ou musgo, em acabamentos foscos ou polidos e em revestimentos de madeira ou veludo. A cabeceira verde acrescenta um ponto focal no dormitório e um clima de relaxamento. (Guilherme Pucci/Divulgação) Almofadas e tecidos Para quem busca mudanças sutis, o profissional indica o uso e a troca de capas das almofadas acompanhadas de mantas. (Adobe Stock) Sofás, pufes e poltronas Um sofá ou poltrona em verde esmeralda ou musgo evoca personalidade e sofisticação. Pode ser complementado com almofadas neutras. (Guilherme Pucci/Divulgação) Plantas O recurso mais simples e eficaz de incluir o verde é por meio de plantas, que além de adicionarem leveza melhoram a qualidade do ar e se adaptam facilmente ao décor. Entre as sugestões, samambaias, suculentas ou espécies suspensas entregam um ambiente acolhedor (Adobe Stock) Mais locais Além dos locais mencionados, a cor também podeser contextualizada em banheiros, forros, halls de entrada ou corredores. Por fim, considerando que não há limites para adicionar o simbolismo do verde no décor, é possível pensar em possibilidades diferentes, como molduras de portas ou rodapés.