Vancouver, no Canadá, combina a modernidade de uma metrópole com a exuberância da natureza (Adobe Stock) Poucos lugares no mundo conseguem equilibrar com tanta harmonia a modernidade de uma metrópole com a exuberância da natureza como Vancouver, no Canadá. Considerada uma das cidades mais bonitas e organizadas da América do Norte, ela surpreende pela limpeza, segurança, paisagens de tirar o fôlego e experiências únicas ao ar livre — muitas delas a poucos minutos do Centro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Durante minha visita, em maio, me impressionei com o visual e a estrutura locais. Andar de carro por Vancouver é tranquilo, o trânsito flui bem e as vias são muito bem sinalizadas. Mas há um detalhe importante: é difícil encontrar vagas gratuitas para estacionar. Quase toda a cidade exige pagamento para parar o carro, mesmo em regiões mais afastadas. Aplicativos locais e parquímetros ajudam a controlar o tempo e evitar multas. Maior que o icônico Central Park de Nova Iorque, Stanley Park reúne uma série de atividades em Vancouver (Adobe Stock) O grande cartão-postal da cidade é o Stanley Park, uma área verde gigantesca com mais de 4 quilômetros quadrados, localizada ao lado do Centro. Com ciclovias, trilhas, lagos, jardins e até uma vista privilegiada para as montanhas costeiras, o parque oferece atividades para todos os gostos. É possível alugar uma bicicleta e percorrer os 9 quilômetros da Seawall, trilha à beira-mar que contorna toda a península. Além disso, há áreas com totens indígenas, restaurantes excelentes e espaços de contemplação da natureza. Atração internacional, ponte suspensa de Capilano conta com 70 metros de altura e extensão de 137 metros (Adobe Stock) Outro passeio que vale a pena é a visita à Capilano Suspension Bridge, uma das atrações mais famosas da região. A ponte principal, que tem 137 metros de comprimento e 70 metros de altura, balança levemente durante a travessia, o que deixa alguns visitantes apreensivos. Mas a estrutura é segura e a vista da floresta abaixo é simplesmente espetacular. Além da ponte, o parque conta com passarelas suspensas entre as árvores e trilhas educativas. Para quem busca aventura com altitude, a pedida é a Grouse Mountain, montanha que domina o horizonte de Vancouver. Dá para subir de teleférico — com ingresso por volta de 75 dólares canadenses (R\$ 295) — ou encarar o Grouse Grind, uma trilha superdesafiadora com 2,5 km de extensão, 853 metros de desnível e cerca de 2.830 degraus. Grouse Mountain pode ser vista de todos os pontos de Vancouver e é acessada por meio de teleférico (Adobe Stock) A subida a pé não é para qualquer um: cansativa e íngreme, exige preparo físico. Além disso, há alertas sobre a possibilidade de encontrar ursos negros pelo caminho. Por motivos óbvios, resolvi não encarar a subida. O detalhe curioso é que, em caso de encontro com um urso, as autoridades locais orientam que o ideal é "conversar tranquilamente com o animal" e jamais correr, pois isso pode ativar seu instinto predador. Uma dica difícil de seguir se o bicho aparecer, mas levada a sério por lá. Entre maio e outubro, a região também oferece passeios para observação de baleias, muito populares entre turistas. É possível avistar orcas e baleias-cinzentas com guias especializados. Optei por não fazer esse tour, por ter feito anteriormente o safari em busca de ursos pretos, mas ele é um dos mais procurados por quem visita a cidade. Yaletown era uma área com armazéns e pátios ferroviários e foi transformada em um badalado bairro (Adobe Stock) Com excelente gastronomia, bairros charmosos como Gastown e Yaletown, arte de rua, museus e um ritmo de vida que inspira qualidade, Vancouver é uma cidade para se explorar sem pressa. Cada esquina revela um novo ângulo, uma nova paisagem, uma nova experiência. Linda, segura, diversa e funcional, ela não apenas encanta, mas também define o que pode ser uma cidade do futuro.