[[legacy_image_210021]] Um dos games mais marcantes que joguei nos últimos tempos foi The Last of Us Part II, de PlayStation 4, que ganhou o “Oscar” do videogame como melhor título de 2020. Fazia tempo que um jogo não me impactava de tal forma, a ponto de me deixar com pena de terminá-lo, por não querer me despedir dele e simplesmente ansiar por mais (mesmo após quase 40 horas imerso naquele universo). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Essa vontade de “quero mais”, de certa maneira, foi aplacada agora, com o lançamento do remake para o PlayStation 5 do primeiro game da franquia, The Last of Us Part I. Por mais que a desenvolvedora Naughty Dog tenha feito um remaster do jogo original em 2014, a nova versão foi construída do zero no PS5, aproveitando todo o poder gráfico e de processamento do console da Sony. O resultado é uma experiência deliciosa, cativante e visualmente encantadora – dá para sentir que elementos bacanas (principalmente estéticos e de ambientação do mundo desse clássico dos games) que deram as caras em The Last of Us Part II foram incorporados nesse remake. A sugestão é rodar o jogo em uma televisão 4K, para se surpreender e admirar as texturas, os efeitos de luz e demais aspectos visuais e de performance que um videogame como o PS5 oferece. Há, inclusive, duas opções de Ultra HD: a que roda o 4K nativo, com 30 quadros por segundo, e a do 4K dinâmico, com 60 quadros por segundo – a diferença entre esses dois modos fica evidente no detalhamento e na riqueza das imagens; por exemplo, nas folhas com traços e camadas ainda mais trabalhadas em 60 quadros por segundo, o que aumenta, acredite, a sensação de imersão nos cenários. Outro “plus” do PS5 é o fato de o remake ter aproveitado bem os incrementos de jogabilidade proporcionados pelo controle DualSense. Em especial nos momentos mais interativos e com maior ação. A DLC não podia faltar...É isso mesmo que você leu: a Naughty Dog também reconstruiu completamente – e disponibiliza no remake – a DLC Left Behind. Ela aparece como uma opção separada no menu geral e, vale lembrar, é uma espécie de prequel da saga de Ellie e Riley. Portanto, procure jogar esse conteúdo adicional (que dura cerca de duas horas e meia) apenas depois de concluir a campanha principal (de aproximadamente 20 horas). Dificuldade e acessibilidadeA quantidade de níveis de dificuldade para mais ou para menos – que você pode escolher – é bem maior do que na maioria dos games. Não há desculpa para dizer que não consegue curtir de verdade a aventura. As opções são Muito Fácil, Fácil, Normal, Difícil, Sobrevivente e a insana Punitivo. Também merece destaque o cuidado da Naughty Dog de caprichar nos recursos de acessibilidade do jogo. Entre eles, estão controles alternativos, ampliação e auxílios visuais, enjoo de movimento, leitor de tela e sons de auxílio. Um monte de extrasO remake ainda conta com vários extras. Parte considerável deles é destravada ao concluir o game. Há desde galerias de modelos e artes conceituais até skins e modificadores de jogo. Para completar, dá para conferir os bastidores da produção e habilitar os comentários do diretor (no caso, em inglês, mas todo o resto de The Last of Us Part I é 100% em português). Vem + por aíComparando o remake com o jogo original, a única coisa que ficou de fora foi o multiplayer. Mas, para contentar os fãs, a Naughty Dog está trabalhando em um game cooperativo autônomo e grandioso da franquia. Resta esperar os detalhes desse projeto – prometidos para o ano que vem, quando será lançada a série baseada no jogo que o HBO está produzindo. Ah, nos próximos meses, o remake The Last of Us Part I também será lançado para PC.