(Adobe Stock) Poucas cidades no mundo conseguem reunir contrastes tão marcantes quanto Tbilisi. Capital da Geórgia, posicionada entre a Europa Oriental e a Ásia Ocidental, a cidade revela uma identidade moldada por séculos de invasões, trocas comerciais e influências culturais diversas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Caminhar por Tbilisi é percorrer diferentes épocas em poucos minutos. No centro histórico, ruas estreitas e sinuosas revelam casas com varandas de madeira entalhada, igrejas ortodoxas e pequenas praças que parecem resistir ao tempo. No alto de uma colina, a Fortaleza de Narikala oferece uma das vistas mais emblemáticas da cidade, com o Rio Kura serpenteando entre construções antigas e modernas. A paisagem urbana surpreende também pela presença de arquitetura contemporânea. A Ponte da Paz, com sua estrutura de vidro e aço, corta o rio com um desenho futurista que simboliza a tentativa de reposicionamento da cidade no cenário internacional. (Adobe Stock) Próximo dali, o Parque Rike e novos espaços urbanos mostram uma Tbilisi em transformação. Outro ponto essencial são os tradicionais banhos termais do bairro Abanotubani, onde a cidade nasceu. Suas cúpulas de tijolos escondem ambientes históricos que mantêm viva uma tradição secular de relaxamento e convivência, ainda muito presente no cotidiano local. Para além do centro, mirantes, igrejas e bairros residenciais completam a experiência, revelando uma cidade que se descobre aos poucos, sem pressa. A gastronomia de Tbilisi é um dos aspectos mais surpreendentes da viagem. A culinária georgiana combina influências europeias e asiáticas, com uso intenso de ervas frescas, nozes, especiarias e técnicas tradicionais. O khachapuri, pão recheado com queijo e frequentemente servido com ovo, é o prato mais icônico e símbolo da identidade local. Já o khinkali, espécie de dumpling recheado com carne ou queijo, é consumido quase como um ritual, valorizando o sabor e a experiência. (Adobe Stock) Mas é no vinho que a Geórgia se destaca de forma única. Considerado um dos berços da viticultura mundial, o país produz vinho há mais de oito mil anos. O método tradicional de fermentação em ânforas de argila enterradas, conhecido como qvevri, confere características muito próprias aos rótulos locais. Em Tbilisi, bares especializados e restaurantes oferecem degustações que conectam o visitante a essa herança milenar. A hospitalidade georgiana transforma cada refeição em um momento de celebração, onde comida, vinho e conversa caminham juntos. Culturalmente, Tbilisi é uma cidade de identidade forte e contrastes bem definidos. A presença da Igreja Ortodoxa Georgiana é marcante, refletida em catedrais imponentes e na religiosidade cotidiana. Ao mesmo tempo, a cidade vive um momento de efervescência criativa, impulsionada por jovens artistas, designers e empreendedores. Antigas fábricas e construções soviéticas foram transformadas em centros culturais, galerias e espaços de convivência. Esse movimento deu origem a uma cena contemporânea vibrante, que convive de forma natural com tradições centenárias. Música, dança e festivais populares continuam sendo elementos essenciais da cultura local, mantendo viva uma herança que resistiu a séculos de dominação externa. Tbilisi não é um destino óbvio - e talvez seja justamente esse o seu maior atrativo. Em um mundo onde muitas cidades começam a se parecer, a capital georgiana preserva autenticidade, personalidade e a capacidade de surpreender. É um destino para quem busca mais do que pontos turísticos: procura por história, identidade e descoberta. Guia rápido Moeda: lari georgiano (GEL) Idioma: georgiano (inglês presente em áreas turísticas) Visto: brasileiros não precisam de visto (até 1 ano) Vacinas: nenhuma obrigatória Melhor época: abril a junho e setembro a outubro Aeroporto: Aeroporto Internacional de Tbilisi (TBS)